Total de visualizações de página

domingo, 7 de dezembro de 2008

A IMPORTÂNCIA DOS MUROS


A importância dos muros é vista, não somente na proteção que eles nos oferecem, mas, também, no fato que eles estabelecem limites para nós.
Por um lado, os muros servem para proteger das influências maléficas que jazem do lado de fora; por outro lado, os muros servem para preservar os padrões de vida que governam o comportamento daqueles que existem no lado de dentro.
Em época de guerra, havia uma diferença indiscutível entre quem se encontrava dentro de uma cidade, cujos muros serviam de proteção, e aquele que se encontrava morando em aldeias ou campos desprotegidos ao redor. Em nossos dias, a evidência de que estamos numa batalha espiritual está se tornando cada vez mais clara (Efésios 6.1,12). Os muros derrubados, no tempo de Neemias, afirmaram a importância de haver muros que protegessem e preservassem.
Não muito distante de nós, na vizinhança de Atibaia, existe um movimento conhecido como "Vinde Meninos". É um ministério que visa a formação de vários lares para crianças órfãs e outras abandonadas. Esse ministério tem uma filosofia bíblica baseada em Salmos 68.6, onde diz: "Deus faz que o solitário more em família". Cada família formada, neste caso, é como uma cidade cercada de muros, pois ela oferece proteção e preservação. Olhando para esses lares, hoje em dia, eu vejo uma diferença enorme entre quem mora dentro desse novo contexto e quem continua no lado de fora.
Nunca jamais vou me esquecer de meu filho que, ao sair de casa pela primeira vez, para estudar na Universidade, voltou agradecido, na primeira oportunidade, para o contexto de um lar que representava proteção e preservação para ele. Pela primeira vez, ele compreendeu a importância dos muros que foram erguidos ao redor de sua vida. Na sala de aula, ele foi instruído que casamento é uma coisa do passado, que família é algo ultrapassado. Os muros, em família, o protegeram dessa idéias maléficas e preservaram o estilo de vida cujo padrão se encontrava na Palavra.
Os nossos filhos precisam sentir a presença de muros em suas vidas. Não é difícil entender como a presença de muros pode protegê-los. Mas, em que sentido os muros preservam? Os muros preservam na medida em que estabelecem limites. Mas quem estabelece estes limites? Deus os estabelece. Se analisar, cuidadosamente, os Dez Mandamentos, você percebe que Deus estava querendo preservar a nossa vida. A idéia de Deus, ao estabelecer estes mandamentos, não era proibir no sentido de ser um "desmancha prazeres", mas sim, permitir que o homem desenvolvesse uma vida plena. Porém, muitos não enxergam este lado da lei, só enxergam os limites fixados e se rebelam contra os mesmos.
Isto nos leva a considerar um assunto de suma importância. Sim, os muros realmente estabelecem limites. Não gostamos de ouvir este tipo de conversa em nossa época.

Vivemos numa sociedade que alega que absolutos não existem mais, tudo é relativo.
Sim, hoje, os nossos filhos aprendem na escola, na vizinhança, na sociedade esta filosofia de vida. Quer dizer, não existe o "certo" e o "errado". Estas idéias, estas filosofias, invadem a nossa mente e a mente de nossos filhos, diariamente, por todos os meios de comunicação. Se não houver nenhu¬ma tentativa de nossa parte, como pais, de combater essas influências destruidoras, os nossos filhos não serão protegidos contra esses ataques e nem tampouco os princípios bíblicos serão preservados por eles.
As nossas tentativas de reconstruir estes muros importan¬tes, contudo, terão que enfrentar o cinismo de nossa época como aconteceu nos dias de Neemias.
"Tendo Sambalá ouvido que edificávamos o muro, ardeu em ira e se indignou muito, e escarneceu dos judeus... Ainda que edifiquem, vindo um raposa derrubará o seu muro de pedra... Mas ouvindo... que a reparação dos muros de Jerusalém ia avante e que já se começavam a fechar-lhe as brechas, ficaram sobremodo irados. Ajuntaram-se todos de comum acordo para virem atacar Jerusalém e suscitar confusão ali" (Neemias 4.1-3, 7, 8).
Enquanto escrevo este artigo, um de nossos filhos, universitário, está sendo cercado, junto com a sua namorada, por uma nova seita que age no campus da USP. Ela é conhecida como A Igreja de Cristo Internacional. Entre outras coisas, os

jovens são pressionados a deixar suas casas, abandonar seus pais, e, às vezes, seus estudos ou trabalho para "seguir a Cristo". Há um controle excessivo exercido pelos líderes sobre seus membros e esse controle não é apenas visto em assuntos espirituais, mas também em atividades da vida cotidiana do discípulo e até mesmo em assuntos da vida privada dos casais. O membro da igreja é regularmente exortado por seus líderes a rejeitar as relações com os membros da família, a favor da sua nova "família espiritual". Como 80% das pessoas que fazem parte do Movimento estão entre as idades de 18 e 28 anos, normalmente elas se separam dos pais e, às vezes, seus cônjuges também são abandonados porque não quiseram se unir ao Movimento.
Estão me acompanhando? Estão conseguindo me entender sobre a necessidade de muros para proteger e preservar a nossa família?
Torna-se necessário entender que, apesar de tais ataques, existem absolutos e é o nosso Deus, mediante as Escrituras, que estabelece tais

absolutos. Nos tempos de Neemias não havia dúvidas sobre viver "dentro" ou "fora" das muralhas de Jerusalém. De fato, em 7.4, descobrimos que "a cidade era espaçosa e grande, mas havia pouca gente nela". Neemias, então, desenvolve uma tática para solucionar esta questão e, assim, atrair pessoas para dentro de seus muros onde estariam seguras.
Hoje em dia, contudo, as distinções quanto a quem ou o que está "dentro" e quem ou o que está "fora" dos muros não são muito claras. Há muita confusão! A própria igreja, muitas vezes, não mais crê em absolutos. A igreja, que deveria estar oferecendo respostas sólidas, concretas, está totalmente comprometida. Para onde é que os nossos filhos vão olhar em busca de orientação? Vamos agir para que sintam a proteção dos muros erguidos em nossos lares e vamos nos preocupar com a preservação desses muros.
De Sambalá, Tobias e Gesém (2.19), os grande inimigos de Neemias, foi dito: "Não tendes parte, nem direi¬to, nem memorial em [dentro dos muros de] Jerusalém" (2.20). E eles ficaram por conta da seguinte situação: "muito lhes desagradou que alguém viesse a procu¬rar o bem dos filhos de Israel"(2.10). Consequentemente, eles tentaram, por todos os meios possíveis, desa¬nimar aqueles que reconstruíam os muros, a fim de intimidá-los. "Quando souberam, zombaram de nós, e nos desprezaram e disseram: Qúe é isso que fazeis?" (2.19).
Sambalá, Tobias e Gesém estão conosco em nosso dias! Cada vez que você liga a TV, abre uma revista, lê o jornal, você se encontra com eles. São eles que procuram estabelecer a marcha, marcar o compasso, determinar a mentalidade de nossa época. Infelizmente, é mais fácil se submeter à sua filosofia de vida do que tentar defender absolutos e sofrer o impacto da gozação e da zombaria.
Ninguém gosta de ser alvo de risadas, ninguém gosta de ser ridicularizado! Pode você imaginar a pressão experimentada por seu filho na escola, durante um aula de educação sexual, tendo que defender um ponto de vista considerado totalmente "antiquado" e arcaico"? Pode você, nesse momento, imaginar a sala inteira rompendo em gargalhadas, criando um ambiente tão tenso que seu filho gostaria de sumir do mapa, de tão embaraçosa que ficou a situação para ele?
Sim, seu filho está certo e você sabe disto! Quando ele defendeu seu ponto de vista de que o sexo praticado fora do casamento está errado, ele demonstrou a sua firme convicção na existência de absolutos. Mas, pode você imaginá-lo recebendo um bombardeio de questionamentos quando ele se toma o alvo de zombaria e gozação por parte de seus colegas de classe? Ele precisa sentir a proteção dos muros do lar cristão nessa hora e perceber a preservação desses absolutos por parte de pais totalmente comprometidos em defendê-los a qualquer preço!
O argumento que ouvimos, tanto fora da igreja como dentro dela, é que os tempos mudaram. Eu não tenho nenhuma dúvida sobre isto. Mas os absolutos encontrados nas Escrituras não mudaram! Infelizmente, contudo, os absolutos não mais significam qualquer coisa para uma sociedade que pensa e diz: "Se você se sente bem em fazer, faça". A experiência da pessoa é o fator que determina o que está "certo" ou "errado". Se há prazer na experiência, então é "certo" fazer.

Veja como isto confunde a questão. Nem a minha "experiência" é válida, nem a sua, para determinar se a experiência do outro é "certa" ou "errada". Nesta altura, cada um se torna a sua própria regra, a sua própria norma. O importante, segundo a nossa sociedade, é que sejamos felizes, não importa como a gente possa chegar lá.
Recentemente, no meu estudo da Palavra, o seguinte trecho

falou profundamente ao meu coração: "Porque as armas da nossa milícia não são carnais" (2Coríntios 10.4). Elas não são carnais porque a nossa luta, segundo Paulo em Efésios 6.12: "não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes".
Este último trecho me informa que, por trás de Sambalá, Tobias e Gesém (que, no caso, representam o sangue e a carne), existem "as forças espirituais do mal". É com estas forças que precisamos nos preocupar e lidar.
Paulo, em 2Coríntios 10.4,5, continua por dizer: "as armas de nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas" [isto é, a filosofia de nossos dias]. Como é feito isso? "Anulando sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus". Como é feito isso? "Levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo", isto é, por reconhecer os absolutos que existem na Palavra de Deus.
Irmãos, vamos ter certeza de uma coisa: os muros são importantes para nos proteger daquilo que está no lado de fora e para preservar para nós aquilo que está no lado de dentro.
Portanto, vamos levar a sério esta questão dos muros erguidos ao redor de nossa família. Vamos oferecer aos nossos filhos um ambiente seguro em que possam crescer, adquirir valores corretos e ter como defender-se no meio de um mundo pervertido e corrupto.

Gavin Levi Aitken
Em O Evangelista de
Crianças

Nenhum comentário: