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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O Textus Receptus - Seus Defensores e Opositores


Recebe o nome de "Textus Receptus" o texto grego que dominou, no campo do estudo do Novo Testamento por mais de 300 anos. Este texto é também conhecido pelos nomes de Texto Recebido ou Texto Grego Vulgarizado.
Como foi visto no capítulo anterior, no início do século XVI dois grandes eruditos – o Cardeal Ximenes e Erasmo – lançaram-se à ingente tarefa de publicar o Novo Testamento em grego, procurando unificar os vários textos gregos existentes.
Para a boa compreensão da história do "Textus Receptus" é preciso partir do famoso editor francês Roberto Estéfano (1503-1559), que publicou quatro edições do texto grego. Sua terceira edição (1549) é o primeiro texto onde aparece um aparato crítico. Foi esta edição que se tornou o modelo para a King James Version de 1611 e até o século XIX foi o paradigma de todos os textos gregos publicados. A sua quarta edição (1551) não pode ser olvidada na história do texto bíblico, porque pela primeira vez aparece a divisão em versos numerados.
Embora a expressão "Textus Receptus" se refira à terceira edição de Estéfano, esta não foi usada por ele.
Outro nome intimamente ligado com o "Textus Receptus" é o de Teodoro Beza (1519-1605), que entre 1565 e 1604 publicou nove textos bíblicos. O texto de Beza pouco difere da quarta edição de Estéfano. A importância do seu trabalho consiste no seguinte: suas edições visavam popularizar o "Textus Receptus". Os tradutores de King James fizeram largo uso das edições de Beza.
Em 1624, os irmãos Elzevirs, impressores alemães, lançaram uma edição do Novo Testamento Grego, em cujo texto predominava o de Estéfano, mas havia também um pouco do texto de Beza. No prefácio da segunda edição se encontravam as seguintes palavras: "No texto que é agora recebido por todos, não apresentamos nada mudado ou alterado." A expressão "Textus Receptus" nasceu desta mesma frase em latim: "Textum ergo habes, nunc ab omnibus receptum: in quo nihil immutatum aut corruptum damus." Os autores desta simples frase jamais sonhariam que ela fosse o início de uma grande contenda na história do texto bíblico.

Edições Posteriores ao "Textus Receptus" – Edições Críticas
O próximo estágio na história da Crítica Textual do Novo Testamento é caracterizado por assíduos esforços para reunir manuscritos gregos, versões e citações patrísticas, que diferissem do "Textus Receptus". Por quase dois séculos, eruditos rebuscaram as bibliotecas e museus da Europa e Oriente Médio, procurando provas para o texto do Novo Testamento. Durante este período, estudiosos publicaram Novos Testamentos baseados em melhores manuscritos, Brian Walton, que publicou a grande Bíblia Poliglota (1657) baseada no exame de 16 manuscritos. John Mill, também de Oxford, trabalhou 30 anos no preparo de sua edição de 1707, baseando-se em manuscritos, versões e Pais da Igreja.
Bentley, empregando em vários lugares pessoas capazes para confrontarem manuscritos e versões, reuniu material para uma definitiva edição que suplantasse o "Textus Receptus", mas, infelizmente, por questões alheias à sua vontade, não chegou a completar sua edição do Novo Testamento.
Entre os colaboradores de Bentley estava J. J. Wettstein de Basiléia, que após quarenta anos de pesquisas publicou em Amsterdam (1751) uma edição do Novo Testamento. Sua obra tem grande valor até hoje, não apenas pelas notas marginais e os seus prolegômenos (prefácio longo a uma obra científica), mas também pelo aparato crítico, onde pela primeira vez os manuscritos unciais são indicados pelas letras maiúsculas e os manuscritos minúsculos pelos números arábicos,
Pertencem ainda a esta fase Semler (1725-1791) e Bengel (1687-1752), que individualmente publicaram uma edição do Novo Testamento Grego. Estes Novos Testamentos estavam baseados em manuscritos diferentes daqueles que foram usados para o "Textus Receptus". Contudo eles divergiram daquele texto e os apresentados por eles poucas variantes apresentavam relacionadas com o texto consagrado.

Declínio do "Textus Receptus"
O primeiro erudito a se opor frontalmente ao "Textus Receptus" foi o alemão Karl Lachmann (1793-1851).
Seu objetivo ao editar o Novo Testamento não era reproduzir o texto original, pois ele cria ser isso uma tarefa impossível, mas procurar reconstruir o texto corrente no fim do IV século. Para isso usou manuscritos unciais primitivos, versões latinas, a Vulgata de São Jerônimo e o testemunho de alguns Pais da Igreja. Após cinco anos de trabalho, publicou em Berlim (1831) uma edição do texto grego, com uma lista de passagens nas quais diferia do texto dos irmãos Elzevirs. Por esta divergência foi duramente atacado. No prefácio de sua segunda edição Lachmann atacou seus críticos por preferirem, cegamente, um texto familiar, mas inferior, a um primitivo muito mais exato.
Seu valor está em chamar a atenção dos estudiosos para a conveniência de aceitarem um texto superior e não se contentarem com aquele, tradicionalmente conhecido e aceito por todos.

Constantino Tischendorf
Ninguém conseguiu fazer mais pelo texto bíblico do que este autor. Quando estudava teologia, seu professor de grego, Winer (autor de uma famosa gramática) despertou nele um desejo profundo para pesquisar manuscritos antigos, a fim de reconstruir a mais perfeita forma do Novo Testamento Grego. Com este objetivo em mente, dedicou-se de corpo e alma a esta sublime tarefa, pois escrevendo à sua noiva ele declarou: "Resolvi dedicar-me a uma tarefa sagrada – a luta para conseguir a forma original do Novo Testamento."
Sem receio de contestação pode-se afirmar que ninguém fez mais do que Tischendorf para restaurar o texto original grego. Basta ter em mente que foi a pessoa que publicou mais manuscritos e produziu mais edições críticas da Bíblia Grega.
Entre 1941 e 1842 ele preparou oito edições do Novo Testamento Grego. A edição mais importante é a oitava, publicada em dois volumes, acompanhada por um rico Aparato Crítico, no qual Tischendorf reunia tudo sobre variantes textuais que ele ou seus predecessores tinham achado em manuscritos, versões e Pais da Igreja. Em virtude do grande esforço despendido, seu estado de saúde não lhe permitiu continuar o trabalho, por isso sua obra foi completada por seu discípulo – Gaspar Renê Gregory.
O texto de sua oitava edição, de acordo com Nestle difere da sétima em 3.572 lugares. Foi acusado de dar excessivo valor à evidência do Códice Sinaítico, que ele tinha descoberto entre o lançamento da sétima e da oitava edição.
Tischendorf deixou de lado o "Textus Receptus", não levando também em conta a classificação dos manuscritos em famílias.

Samuel Tregelles
Na Inglaterra, o intelectual mais bem sucedido em afastar-se do "Textus Receptus" foi Samuel Tregelles. Desde menino, demonstrando grande talento e curiosidade intelectual, já fazia planos para uma nova edição crítica do Novo Testamento. No intervalo de 1857 e 1872 publicou um texto grego equipado com o mais completo aparato de variantes das versões que já aparecera.
Dotado de extraordinária força de vontade, Tregelles conseguiu vencer a pobreza, a oposição e a saúde precária, apresentando notável trabalho no terreno da Crítica Textual. Sua dedicação ao trabalho era um ato de adoração, pois no prefácio de sua obra declarou "na crença total de que esta deve ser para o serviço de Deus e para ser útil à Sua Igreja."

Westcott e Hort
Estes dois intelectuais ingleses, após um dedicado trabalho de 28 anos publicaram dois volumes: O Novo Testamento no Original Grego com Introdução e Apêndice, onde os princípios críticos seguidos por ele são minuciosamente expostos.
Depois de exaustivas pesquisas na procura de manuscritos antigos, os estudiosos desejaram classificá-los em grupos, assim várias tentativas foram feitas, mas quase todas infrutíferas quanto aos seus resultados. Coube a B. F. Westcott e F. J. A. Hort, dois renomados professores da Universidade de Cambridge, a classificação dos manuscritos do Novo Testamento em quatro famílias, por eles denominadas: Siríaca, Ocidental, Alexandrina e Neutra.
Para eles a mais importante destas famílias era a neutra, por estar mais próxima dos autógrafos e por contar com os dois mais famosos códices unciais – Sinaítico e Vaticano. A preferência de Westcott e Hort por esta família é partilhada por insignes vultos da Crítica Textual, mas, estudos posteriores têm indicado que eles foram otimistas demais quanto à pureza do texto neutro. Pode-se notar ainda que o texto Alexandrino não é distinto do texto neutro, por isso, hoje, aparece como Alexandrino.

A Defesa do "Textus Receptus"
Os defensores deste discutido texto tornaram-se tão fanáticos, que não admitiam que ele fosse alterado ou melhorado. Aqueles que ousaram divergir foram tachados de irreverentes e sacrílegos.
Sendo que Westcott e Hort rejeitaram totalmente o texto tradicional, suas idéias não foram bem aceitas pelos conservadores. Em breve, intelectuais se levantaram como denodados paladinos do texto aceito por todos durante 300 anos. Dentre esses defensores destacam-se Scrivener, Edward Miller e John Burgon. O argumento principal destes estudiosos em defesa do "Textus Receptus" era este: "Se as palavras da Escritura tinham sido ditadas pela inspiração do Espírito Santo, Deus não teria permitido que elas fossem corrompidas no decurso de sua transmissão." Os argumentos apresentados em defesa do "texto recebido" não tiveram a ressonância que eles esperavam e após a morte deles esta polêmica foi para sempre encerrada.

Edições Gregas Após Westcott e Hort
A) Herman Von Soden: (1852-1913)
Graças ao apoio financeiro da Sra. Elise Koenigs, Von Soden, professor em Berlim, pôde enviar muitos estudantes que tinham sido treinados por ele para examinarem manuscritos nas bibliotecas e museus da Europa e do Oriente Médio. Ele identificou três grupos de manuscritos, designando-os pelas letras gregas K, H, I. Estas letras são inicias das seguintes palavras: K de koinê – comum, H de Hesíquio e I de Siríaco de W. H.; O H incluiria o Neutro e o Alexandrino de W. H., enquanto o I eqüivaleria ao Ocidental dos dois professores da Universidade da Universidade de Cambridge.
Discordando da classificação dos manuscritos em unciais e minúsculos e do agrupamento em famílias de W. H., idealizou nova classificação que indicasse a idade, conteúdo e tipo de cada manuscrito. Por ser um trabalho complexo, difícil de ser aceito na prática, redundou num grande desapontamento para a Crítica Textual, por isso foi totalmente posto de lado.
Como resultado de suas pesquisas e de seus muitos auxiliares, Von Soden publicou a História do Texto Bíblico em 2.203 páginas de seus prolegômenos. Este trabalho, resultado de prolongada investigação e intensivo estudo, tem sido descrito como um magnífico fracasso.

B) Bernard Weiss (1827-1918)
Enquanto professor de Exegese Grega, em Berlim, editou o Novo Testamento em três volumes. Sendo um profundo exegeta tratou com eficiência de problemas teológicos e literários do texto do Novo Testamento.
Seu trabalho se caracteriza pela valorização das evidências internas, discordando assim de Westcott e Hort, que se apoiavam em evidências externas, concordando, porém, com eles em classificar o manuscrito Vaticano como o melhor.
Weiss discorda também dos defensores da teoria genealógica na classificação dos manuscritos bíblicos.

C) Eberhard Nestle (1851-1913)
A edição do Novo Testamento Grego mais amplamente usada, foi preparada por Nestle, através da Sociedade Bíblica de Stutgart (1898). Seu texto é baseado em uma comparação dos textos editados por Tischendorf, Westcott e Hort e Weiss. A obra de Nestle representa o aperfeiçoamento do texto do fim do século XIX. Sendo notável pela síntese maravilhosa do Aparato Crítico e pela precisão da grande soma de informações textuais, sua edição tem sido muito apreciada.
Uma nova edição do Novo Testamento Grego de Nestle foi planejada, quando a Sociedade Bíblica Britânica comemorou seu sesquicentenário (1954). O texto foi preparado por Kilpatrick, com a ajuda de Erwin Nestle e Kurt Aland (Londres – 1958). Houve mudanças numas 20 passagens e diversas alterações na ortografia, acentuação e no uso de parênteses.

D) Nova Edição para os Tradutores da Bíblia.
Em 1966, após uma década de trabalho por uma Comissão Internacional, cinco Sociedades Bíblicas publicaram uma edição do Novo Testamento Grego com a finalidade de ser usada pelos tradutores da Bíblia.
As edições do Novo Testamento Grego, aqui apresentadas, são as mais importantes, mas o seu número exato desde 1514 até nossos dias é difícil de ser avaliado. Bruce, cuja autoridade em problemas de crítica textual ninguém discute, calcula que mais de mil edições já apareceram.

O CIENTISTA DE DEUS



ATRAVÉS DE LEIS DA FÍSICA E DA FILOSOFIA, PESQUISADOR POLONÊS MOSTRA QUE DEUS EXISTE E GANHA UM DOS MAIS COBIÇADOS PRÊMIOS

Como um seminarista adoles¬cente que se sente culpado quando sua mente se divi¬de, por exemplo, entre o chamamento para o prazer da car¬ne e a vocação para o prazer do espírito, o polonês Michael Keller se amargurava quando tentava responder à questão da origem do universo através de um ou de ou¬tro ramo de seu conhecimento - ou seja, sentia culpa. Ocorre, po¬rém, que Keller não é um menino, mas sim um dos mais conceitua¬dos cientistas no campo da cosmologia e, igualmente, um dos mais renomados teólogos de seu país. Entre o pragmatismo cientí¬fico e a devoção pela religião, ele decidiu fixar esses seus dois olha¬res sobre a questão da origem de todas as coisas: pôs a ciência a serviço de Deus e Deus a serviço da ciência. Desse no que desse, ele fez isso. O resultado intelectual é que ele se tomou o pioneiro na formulação de uma nova teoria que começa a ganhar corpo em toda a Europa: a "Teologia da Ciência". O resultado material é que na se¬mana passada Keller recebeu um dos maiores prêmios em dinheiro já dados em Nova York pela Fun-dação Templeton, instituição que reúne pesquisadores de todo o mundo: US$1,6 milhão.
O que é a "Teologia da Ciên¬cia"? Em poucas palavras, ela se define assim: a ciência encontrou Deus. E a isso Keller chegou, fa¬zendo-se aqui uma comparação com a medicina, valendo-se do que se chama diagnóstico por ex¬clusão: quando uma doença não preenche os requisitos para as mais diversas enfermidades já co¬nhecidas, não é por isso que ela deixa de ser uma doença. De vol¬ta agora à questão da formação do universo, há perguntas que a ciência não responde, mas o universo está aqui e nós, nele. Nesse "bura¬co negro" entra Deus. Segundo Keller, apesar dos nítidos avanços no campo da pesquisa so¬bre a existência humana, continua-se sem saber o principal: quem seria o responsável pela criação do cosmo? Com repercussão no mundo inteiro, o seu estudo e sua coragem em dizer que Deus rege a ciência naquilo que a ciência ainda tateia abrem novos campos de pesqui-sa. "Por que as leis na natureza são dessa forma? Keller incenti¬vou esse tipo de discussão", dis¬se a ISTOÉ Eduardo Rodrigues da Cruz, físico e professor de teolo¬gia da PUC de São Paulo.
Keller montou a sua metodolo¬gia a partir do chamado "Deus dos cientistas": o big bang, a grande explosão de um átomo primordial que teria originado tudo aquilo que com¬põe o universo. "Em todo processo físico há uma seqüência de estados. Um estado precedente é uma causa para outro estado que é seu efeito. E há sempre uma lei física que descreva esse proces¬so", diz ele. E, em seguida, fusti¬ga de novo o pensamento: "Mas o que existia antes desse átomo primordial?" Essas questões, sem respostas pela física, encontram um ponto final na religião - ou seja, encontram Deus. Valendo-se tam¬bém das ferramentas da física quântica (que estuda, entre outros pontos, a formação de cadeias de átomos) e inspirando-se em ques¬tões levantadas no século XVII pelo filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz, o cosmólogo Keller mer¬gulha na metáfora desse pensa¬dor: imagine, por exemplo, um li¬vro de geometria perpetuamente reproduzido. Embora a ciência possa explicar que uma cópia do livro se originou de outra, ela não chega à existência completa, à ra¬zão de existir daquele livro ou à razão de ele ter sido escrito. Kel¬ler "apazigua" o filósofo: "A ciên¬cia nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o sig¬nificado". Com o prêmio que re¬cebeu, ele anunciou a criação de um instituto de pesquisas. E já es¬colheu o nome: Centro Copérnico, em homenagem ao filósofo polonês que, sem abrir mão da religião, provou que o Sol é o cen¬tro do sistema solar.

A CAMINHO DO CÉU
Michael Keller usou algumas ferramentas fundamentais para ganhar o tão cobiçado prêmio científico da Fundação Templeton. Tendo como base principal a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, ele mergulhou nos mistérios das condições cósmicas, como a ausência de gravidade que interfere nas leis da física. Como explicar a massa negra que envolve o universo e faz nossos astronautas flutuarem? Como explicar a formação de algo que está além da compreensão do homem? Jogando com essas questões, que abrem lacunas na ciência, Keller afirma a possibilidade de encontrarmos Deus nos conceitos da física quântica, onde se estuda a relação dos átomos. Dependendo do pólo de atração, um determinado átomo pode atrair outro e, assim, Deus e ciência também se atraem. "E, se a ciência tem a capacidade de atrair algo, esse algo inexoravelmente existe", diz Keller.

DEPOIMENTO DE UMA MULHER PRESBITERIANA


OS MELHORES ANOS DE MINHA VIDA
Casamento é compromisso, não somente sentimento. Vai muito além do "eu amo você "!

Antes que nos casássemos, um grupo de senhoras, da igreja de onde Billy era seminarista, decidiu me dar um "banho" de conselhos. Cada uma escreveu em um papel, um conselho conjugal e, todas os passaram às minhas mãos. Um deles, me fez sorrir e, pensar: “Quando duas pessoas concordam em tudo, uma delas é dispensável!”
E foram muitas as vezes que essa frase veio à minha mente nestes cinqüenta e três anos de casamento! Nesta época em que seis, em cada dez casamentos terminam em divórcio, digo-lhes que, um dos segredos de nosso amor duradouro, tem sido a habilidade de dis¬cordarmos em certos assuntos.
Tenho encontrado esposas que, simplesmente, não se preocupam em discordar de seus maridos. Por outro lado, também conheço outras a quem não lhes é permitido discordar! No entanto, quero colocar que discordância pode ser algo positivo SE, soubermos como e, naturalmente, quando discordar.
Em certa ocasião, discordei de Billy, que é batista, quando tentou encorajar-me a passar para sua denominação. Naquela época, morávamos com meus pais, em um centro de convenções da Igreja Presbiteriana.
Decidi que era presbiteriana e queria continuar sendo. Certo dia, Billy convidou um dos líderes batistas para jantar conosco e, imediatamente, per¬cebi o que estava por trás da¬quele convite.
Então, decidi pegar o querido irmão batista, de surpresa:
- Antes que você comece a falar, deixe-me explicar-lhe uma coisa:
- Nós moramos em um centro de convenções que pertence à
Igreja Presbiteriana, onde também existe um igreja local. A Igreja Batista mais próxima fica a quase 4 quilômetros de distância. Em caso de eu ficar doente ou, se por alguma outra razão não puder sair, meus pais podem levar as crianças com eles à igreja. Além do mais, quero que meus filhos cresçam aprendendo da pessoa e do trabalho do Senhor Jesus Cristo, e não as diferenças denominacionais. Quando estiverem suficientemente crescidos, poderão escolher por si mesmos, a qual denominação pertencer.
Aquele irmão olhou-me bon¬dosamente e, enquanto balan¬çava sua cabeça, disse:
- Minha querida, você já pa¬rou para pensar que quando eles crescerem, poderão querer con-tinuar sendo presbiterianos?!!...
Devo dizer que hoje, meus filhos pertencem a várias deno¬minações diferentes, mas todos eles são com¬prometidos com o Senhor Jesus Cristo. Quando o último deles aderiu a outra denominação, escrevi-lhe uma carta assinando - da Presbiteriana Remanescente!
Quero deixar bem claro, que não estou incen¬tivando as esposas a se oporem constantemente a seus maridos. Não é isso! Existem horas e jeitos de se discordar. Meu método é o seguinte:
1 – Certifique-se de que seja realmente necessário discordar.
2 – Defina o assunto.
3 – Controle seu tom de voz e seja gentil.
4 – Não interrompa quando ele estiver se colocando e evite comentários desagradáveis.
5 – Vá direto ao assunto; discorra os fatos com clareza e, se preciso for...
6 – Ceda graciosamente
Felizmente, temos um grande amor e confiança, um no outro e no Senhor, então, nossas discordâncias não são muitas. Além disso, nós dois, possuímos um bom senso de humor, o que nos ajuda muito!
Outro segredo, dessa longevidade matrimonial, é o compromisso. É necessário um real comprometimento com o senhorio de Cristo e um com o outro. Casamento é compro¬misso, não somente sentimento. Vai muito além do "eu amo você"!
Cinqüenta e três anos atrás, Billy e eu fizemos um compro¬misso um com o outro, perante Deus e a lei, e deter¬minamos que seríamos fieis um ao outro. Temos mantido nossa promessa, apesar de, por tantas viagens e compromissos, ficarmos bastante tempo longe um do outro.
Algumas pessoas me perguntam se fico ressentida pelo fato de Billy me deixar tanto tempo sozinha, enquanto está evangelizando ao redor do mundo. Minha resposta é não.
Deus me fez uma pessoa forte. Na idade de treze anos, meus pais me mandaram de casa, na China, para estudar na Coréia do Norte. No início, quase morri de saudades. Chorava todas as noites durante várias semanas.
Mais tarde, fui ainda para mais longe de meus pais, missionários na China, fazer faculdade nos Estados Unidos. Deus já estava me preparando para uma vida de despedidas.
As despedidas foram nossos mais difíceis desafios, mas as longas separações nos aproximaram mais ainda um do outro.
Um segredo final, de nosso duradouro amor e casamento, tem sido o fato de que nestes cinqüenta e três anos, continuo achando meu marido, não somente uma das mais interessantes pessoas do mundo, como também uma das mais gentis!
Às vezes fico pensando, caso ele morra entes de mim, o que mais sentirei falta dele? Creio que de sua visão global de enxergar as coisas. Ele tem estado em tantos países diferentes, possui uma visão geral da situação do mundo, não somente do ponto de vista político, mas em todos os outros aspectos. E, quanto a isso, não há o menor desacordo de minha parte.

RUTH BELL GRAHAM é esposa do evangelista Billy Graham. Eles farão cinqüenta e três anos de casados no dia 13 de agosto de 1996.
...........................
EXTRAÍDO DA REVISTA "LAR CRISTÃO" ANO X Nº 33 - JUL - AGO/1996

P.S - Billy Graham casou-se em 1943 com Ruth Bell que depois passou a se chamar Ruth Graham, filha de missionários presbiterianos na China, o pai dela L. Nelson Bell era cirurgião geral e destacado membro na história da antiga Presbyterian Church in the United States. Poucas pessoas tiveram mais influência em Billy Graham do que o Dr. Bell. O casal tem 5 filhos, 19 netos e 28 bisnetos. Os filhos Franklin Graham e Anne Graham Lotz também são evangelistas, e atualmente controlam os negócios do pai, parcialmente aposentado devido à idade avançada, ao mal de Parkinson e a outras doenças. Depois de anos de pregação, Graham se dedicou à doutrina do batismo infantil, que é aceito por um grande número de cristãos (mas proibido pelos Batistas Sulistas). Graham fez questão de batizar todos os seus netos e bisnetos. Em 14 de junho de 2007, faleceu em Montreat, Carolina do Norte, na casa do casal Graham, a Sra. Ruth Bell Graham.

A PAIXÃO DE CRISTO


Médicos peritos, historiadores e arqueólogos têm examinado, em detalhes, a execução que Jesus Cristo voluntariamente suportou. Todos concordam que Ele sofreu uma das formas mais cruéis e dolorosas de pena de morte jamais imaginadas pelo homem. Eis aqui um breve resumo de algumas das coisas que sabemos da historia, da arqueologia e da medicina, acerca de suas últimas horas…

UM SOFRIMENTO INTENSO, MESMO ANTES DO INÍCIO DA HUMILHAÇÃO — Jesus tinha o peso do mundo sobre seus ombros. Mesmo antes de a crucificação começar, Ele mostrava claramente sintomas físicos de um intenso sofrimento. Na noite anterior à execução, seus discípulos dizem tê-lo visto em ” agonia ” no Monte das Oliveiras. Não só ficou sem dormir toda aquela noite, mas parecia também ter suado abundantemente.. Tanto era o estado de tensão, que pequenos vasos sangüíneos em suas glândulas sudoríparas se rompiam, derramando gotas vermelhas tão grandes que caíam ao solo (veja Lucas 22:44). Este sintoma de profunda ansiedade é chamado hematoidrose.

Jesus estava fisicamente exausto e em risco de sofrer um colapso caso não recebesse líquidos (o que aparentemente não aconteceu). Este é o homem a quem os soldados Romanos torturaram.
Jesus scouraged.

TORTURADO COM OS AÇOITES ROMANOS — Tendo sido anteriormente surrado pelos judeus, chega agora a vez dos romanos. Sabe-se que os castigos corporais dos soldados romanos eram muito sangrentos, deixando ferimentos por todo o corpo. Eles desenhavam sus açoites para cortar a carne dos corpos de suas vítimas. Estes golpes deveriam ser dolorosos ao extremo, podendo ainda causar uma concentração de líquido em redor dos pulmões. Além disso, uma coroa de espinhos foi rudemente posta em sua cabeça, a qual era capaz de irritar gravemente os nervos mais importantes da sua cabeça, causando uma dor cada vez mais intensa e bastante aguda com o passar das horas.

No estado em que Cristo se encontrava, esses golpes poderiam tê-lo matado: seu corpo estava seriamente ferido, cortado e ensangüentado, estando sem comer há muitas horas e, tendo perdido muito líquido devido à transpiração e à hemorragia abundantes, Jesus estaria gravemente desidratado. Esta tortura brutal certamente lhe teria levado ao que os médicos chamam de colapso, e isso mata.

Além disso, Jesus foi obrigado a carregar uma trave de madeira sobre a qual morreria. Imagine como seria carregar algo tão pesado nessas condições.

CRUCIFICAÇÃO — Ao ser pendurado diante da multidão, a dor e o dano causado pela crucificação foi concebido para que fosse tão cruelmente intenso que alguém anelaria constantemente a morte, que poderia durar dias sem descanso algum.

Segundo o Dr. Frederick Zugibe, a perfuração do nervo médio das mãos por um cravo pode causar uma dor tão incrível que nem sequer a morfina ajudaria, uma dor intensa, ardente e horrível, como relâmpagos atravessando o braço até a medula espinhal. A ruptura do nervo plantar do pé com um cravo teria um efeito horrível e semelhante.

Ademais, a posição do corpo sobre uma cruz foi pensada para tornar a respiração algo extremamente difícil.

Frederick Farrar descreve o efeito torturador pretendido: “Pois de fato uma morte por crucificação parece incluir tudo aquilo que a dor e a morte podem ter de horrível e assustado - - vertigem, cãibras, sede, fome profunda, falta de sono, febre traumática, tétano, vergonha, zombaria diante do constrangimento da vítima, longa duração do tormento, medo do desenlace, gangrena de feridas expostas - tudo intensificado até o ponto em que pode ser suportado, mas não chegando até o ponto de dar á vítima o alívio da inconsciência.

Um médico chamou de “uma sinfonia da dor” produzida por cada movimento, com cada inspiração; mesmo uma pequena brisa na sua pele poderia causar uma dor intensa em nesse momento.

O médico examinador, Dr. Frederick Zugibe, crê que Cristo morreu de um colapso devido à perda de sangue e líquido, mais um choque traumático por seus ferimentos; além disso de uma colapso cardíaco que fez com que o coração de Cristo falhar.


James Thompson acredita que Jesus não morreu de cansaço, nem dos golpes nem ainda pelas três horas de crucificação, mas que morreu por agonia da mente, devido ao rompimento do seu coração. Sua evidência vem do que aconteceu quando o soldado romano atravessou o lado esquerdo de Cristo. A lança liberou um corrimento repentino de sangue e água (João 19: 34). Isso não apenas prova que Jesus já havia morrido quando foi traspassado, como também o que Thompson crê, que isso é uma evidência de rompimento cardíaco. O renomado fisiólogo Samuel Houghton acredita que tão somente a combinação da crucificação com a ruptura do coração poderia efetuar esse resultado.

Qualquer que fosse a causa final da morte de Cristo, no há dúvida de que foi dolorosa e indescritível.

Perto do fim, um criminoso junto a Ele caçoou dele, dizendo: “Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós outros.” Pouco sabia este pecador que o homem a quem se dirigia foi crucificado ali voluntariamente. Estava falando ao nosso criador, capaz de desencadear todo o poder do universo e mais ainda, e salvar facilmente a si mesmo. Jesus permaneceu em sua agonia e vergonha, não porque era impotente, mas por seu incrível amor pela humanidade. Ele sofreu para providenciar o caminho necessário para a sua e a minha salvação.

Você pode ler sobre a morte de Cristo em Mateus, Marcos, Lucas e João - cada um desses discípulos informaram o que aconteceu, com maior ou menor detalhe, dependendo de sua ênfase particular.

fonte: Christiananswers

fontes: Frederick W. Farrar, The Life of Christ [A Vida de Cristo] (Dutton, Dovar: Cassell and Co., 1897).

A AUTÓPSIA DE JESUS


A revista IstoÉ de 20 de Fevereiro de 2008 trouxe como matéria de capa “A autópsia de Jesus”. E abre a matéria assim: “De duas, uma: sempre que a ciência se dispõe a estudar as circunstâncias da morte de Jesus Cristo, ou os pesquisadores enveredam pelo ateísmo e repetem conclusões preconcebidas ou se baseiam exclusivamente nos fundamentos teóricos dos textos bíblicos e não chegam a resultados práticos. O médico legista americano Frederick Zugibe, um dos mais conceituados peritos criminais em todo o mundo e professor da Universidade de Columbia, acaba de quebrar essa regra. Ele dissecou a morte de Jesus com a objetividade científica da medicina, o que lhe assegurou a imparcialidade do estudo. Temente a Deus e católico fervoroso, manteve ao longo do trabalho o amor, a devoção e o respeito que Cristo lhe inspira. Zugibe, 76 anos, juntou ciência e fé e atravessou meio século de sua vida debruçado sobre a questão da verdadeira causa mortis de Jesus. Escreveu três livros e mais de dois mil artigos sobre esse tema, todos publicados em revistas especializadas, nos quais revela como foi a crucificação e quais as conseqüências físicas, do ponto de vista médico, dos flagelos sofridos por Cristo durante as torturantes 18 horas de seu calvário. O interesse pelo assunto surgiu em 1948 quando ele estudava biologia e discordou de um artigo sobre as causas da morte de Jesus. Desde então, não mais deixou de pesquisar e foi reconstituindo com o máximo de fidelidade possível a crucificação de Cristo. Nunca faltaram, através dos séculos, hipóteses sobre a causa clínica de sua morte. Jesus morreu antes de ser suspenso na cruz? Morreu no momento em que lhe cravaram uma lança no coração? Morreu de infarto? O médico legista Zugibe é categórico em responder ‘não’. E atesta a causa mortis: Jesus morreu de parada cardiorrespiratória decorrente de hemorragia e perda de fluidos corpóreos (choque hipovolêmico), isso combinado com choque traumático decorrente dos castigos físicos a ele infligidos. …
“O ponto de partida é o Jardim das Oliveiras”, prossegue o texto, “quando Jesus se dá conta do sofrimento que se avizinha: condenação, açoitamento e crucificação. Relatos bíblicos revelam que nesse momento ‘o seu suor se transformou em gotas de sangue que caíram ao chão’. A descrição (feita pelo apóstolo Lucas, que era médico) condiz, segundo o legista, com o fenômeno da hematidrose, raro na literatura médica, mas que pode ocorrer em indivíduos que estão sob forte stress mental, medo e sensação de pânico. As veias das glândulas sudoríparas se comprimem e depois se rompem, e o sangue mistura-se então ao suor que é expelido pelo corpo.
“Fala-se sempre das dores físicas de Jesus, mas o seu tormento e sofrimento mental, segundo o autor, não costumam ser lembrados e reconhecidos pelos cristãos: ‘Ele foi vítima de extrema angústia mental e isso drenou e debilitou a sua força física até a exaustão total.’ Zugibe cita um trecho das escrituras em que um apóstolo escreve: ‘Jesus caiu no chão e orou.’ Ele observa que isso é uma indicação de sua extrema fraqueza física, já que era incomum um judeu ajoelhar-se durante a oração. A palidez com que Cristo é retratado enquanto está no Jardim das Oliveiras é um reflexo médico de seu medo e angústia: em situações de perigo, o sistema nervoso central é acionado e o fluxo sangüíneo é desviado das regiões periféricas para o cérebro, a fim de aguçar a percepção e permitir maior força aos músculos. É esse desvio do sangue que causa a palidez facial característica associada ao medo. Mas esse era ainda somente o começo das 18 horas de tortura. Após a condenação, Jesus é violentamente açoitado por soldados romanos por ordem de Pôncio Pilatos, o prefeito de Judéia. Para descrever com precisão os ferimentos causados pelo açoite, Zugibe pesquisou os tipos de chicotes que eram usados no flagelo dos condenados. Em geral, eles tinham três tiras e cada uma possuía na ponta pedaços de ossos de carneiro ou outros objetos pontiagudos. A conclusão é que Jesus Cristo recebeu 39 chibatadas (o previsto na chamada Lei Mosaica), o que equivale na prática a 117 golpes, já que o chicote tinha três pontas. As conseqüências médicas de uma surra tão violenta são hemorragias, acúmulo de sangue e líquidos nos pulmões e possível laceração no baço e no fígado. A vítima também sofre tremores e desmaios. ‘A vítima era reduzida a uma massa de carne, exaurida e destroçada, ansiando por água’, diz o legista.”
Depois de descrever a dor lancinante causada pela coroa de espinhos, Zugibe afirma que ao chegar ao local de Sua morte, as mãos de Jesus foram pregadas à cruz com pregos de 12,5 centímetros de comprimento. “Esses objetos perfuraram as palmas de Suas mãos, pouco abaixo do polegar, região por onde passam os nervos medianos, que geram muita dor quando feridos. Já preso à trave horizontal, Cristo foi suspenso e essa trave, encaixada na estaca vertical. Os pés de Jesus foram pregados na cruz, um ao lado do outro, e não sobrepostos – mais uma vez, ao contrário do que a arte e as imagens representaram ao longo de séculos. Os pregos perfuraram os nervos plantares, causando dores lancinantes e contínuas.”
Segundo IstoÉ, “a teoria mais propagada é a da morte por asfixia, mas ela jamais foi testada cientificamente. … Zugibe classifica essa tese de ‘indefensável’ sob a perspectiva médica. Os exemplos do Exército ou do campo de concentração não valem porque os prisioneiros eram suspensos com os braços diretamente acima da cabeça e as pernas ficavam soltas no ar. Não é possível comparar isso à crucificação, na qual o condenado é suspenso pelos braços num ângulo de 65 a 70 graus do corpo e tem os pés presos à cruz, o que lhe dá alguma sustentação. Experimentos feitos com voluntários atados com os braços para o alto da cabeça mostraram que, em poucos minutos, eles ficaram com capacidade vital diminuída, pressão sangüínea em queda e aumento na pulsação. O radiologista austríaco Ulrich Moedder [afirma] que esses voluntários não suportariam mais de seis minutos naquela posição sem descansar. Pois bem, Jesus passou horas na cruz.”
A revista constata que “Zugibe usa sempre letras maiúsculas nos pronomes que se referem a Jesus e se vale de citações bíblicas revelando a sua fé. Indagado por IstoÉ sobre a sua religiosidade, ele diz que os seus estudos aumentaram a sua crença em Deus: ‘Depois de realizar os meus experimentos, eu fui às escrituras. É espantosa a precisão das informações.’ Ao final dessa viagem ao calvário, Zugibe faz o que chama de ’sumário da reconstituição forense’. E chega à definitiva causa mortis de Jesus, em sua científica opinião: ‘Parada cardíaca e respiratória, em razão de choque traumático e hipovolêmico, resultante da crucificação.’”

MÉDICO FRANCÊS REVELA PASSO A PASSO SOFRIMENTO DE JESUS NA CRUZ


Sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei anatomia a fundo. Posso, portanto escrever sem presunção a respeito de morte como aquela, a morte de Jesus.
Jesus entrou em agonia no Getsemani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra´. O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas. E o faz com a precisão de um clínico.
O suar sangue, ou ´hematidrose´, é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo.
O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.
Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes.
Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos.
Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferentes estaturas. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue.

A cada golpe Jesus reage tem um sobressalto de dor
A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.
Depois vem o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).
Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da cruz; pesa uns cinqüenta quilos.
A estaca vertical já está plantada sobre o calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas.
O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.
Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou ma atadura de gaze de uma grande ferida percebe do que se trata.

O fio de tecido adere à carne viva
Cada fio de tecido adere à carne viva: ao arrancarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim.
O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pé e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos.
Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apoiam-no sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. O nervo mediano foi lesado.
Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro. A dor mais insuportável que um homem pode provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos: provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não.
O nervo é destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas.
O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; conseqüentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical.
Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos penetram o crânio.
A cabeça de Jesus inclina-se para a frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudas de dor.
Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebe desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede.

Tudo aquilo é uma tortura atroz
Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Ele não bebe. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos, se curvam.
É como acontece a alguém ferido de tétano. A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios.
A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianótico.
Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita.
Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.
Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: ´Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem´.
Logo em seguida o corpo começa a afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés. Inimaginável!
Atraídas pelo sangue que ainda escorre e pelo coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas ele não pode enxotá-las. Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura diminui.
Logo serão três da tarde, depois de uma tortura que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancam um lamento: ´Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?´. Jesus grita: ´Tudo está consumado!´. Em seguida num grande brado diz: ´Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito´. E morre. Em meu lugar e no seu.

O QUE ERA A FLAGELAÇÃO QUE JESUS SOFREU ANTES DE SER CRUCIFICADO?


Os pesquisadores acreditam que esta foi uma das mais terríveis provações que Jesus passou antes de ir para a cruz. A flagelação era considerada o segundo pior castigo, perdia apenas para a crucificação. Nela o réu era despido de suas vestes e homens treinados o chicoteavam com chicotes especiais conhecidos como flagrum.

Geralmente o resultado era que o réu desmaiava de dor. Eles “acordavam-no" para continuar com o tormento. O chicote abria profundos rasgos no corpo, o que gerava perda de sangue e o deixava em “carne viva”. Muitas vezes os golpes certeiros dados em uma mesma área provocavam a laceração dos músculos. Áreas sensíveis como o fígado, artérias do pescoço e coração podiam sofrer danos irreversíveis, o que podia provocar a morte do réu.

Os estudiosos acreditam que a flagelação de Jesus deve ter sido particularmente terrível, por alguns motivos:

a) Os mercenários que compunham o exército romano na região eram originários principalmente da Síria, da Samária e de outras regiões próximas. Em comum eles tinham o ódio pelos judeus. Portanto, quando eles tiveram que flagelar o “rei dos Judeus” eles devem ter feito isto com uma violência especial.

b) O fato deles terem colocado a coroa de espinhos em Jesus demonstra o quanto eles queriam que ele sofresse.

c) O fato de Jesus não ter conseguido carregar a cruz, caindo várias vezes, demonstra o quanto sua saúde já estava comprometida. Entre as várias causas desta fraqueza se destaca a flagelação.

Não se sabe a real extensão dos danos causados ao Seu corpo por esta punição. Mas, com certeza, o Mestre saiu deste massacre com Sua saúde e Sua resistência seriamente comprometidas.

ARQUEOLOGIA BÍBLICA



ARQUEOLOGIA BÍBLICA: O QUE SIGNIFICA?
A arqueologia bíblica pode ser definida como um exame de artefatos antigos outrora perdidos e hoje recuperados e que se relacionam ao estudo das Escrituras e à caracterização da vida nos tempos bíblicos.
A arqueologia auxilia-nos a compreender a Bíblia. Ela revela como era a vida nos tempos bíblicos, o que passagens obscuras da Bíblia realmente significam, e como as narrativas históricas e os contextos bíblicos devem ser entendidos.
A Arqueoloia também ajuda a confirmar a exatidão de textos bíblicos e o conteúdo das Escrituras. Ela tem mostrado a falsidade de algumas teorias de interpretação da Bíblia. Tem auxiliado a estabelecer a exatidão dos originais gregos e hebraicos e a demonstrar que o texto bíblico foi transmitido com um alto grau de exatidão. Tem confirmado também a exatidão de muitas passagens das Escrituras, como, por exemplo, afirmações sobre numerosos reis e toda a narrativa dos patriarcas.
Não se deve ser dogmático, todavia, em declarações sobre as confirmações da arqueologia, pois ela também cria vários problemas para o estudante da Bíblia. Por exemplo: relatos recuperados na Babilônia e na Suméria descrevendo a criação e o dilúvio de modo notavelmente semelhante ao relato bíblico deixaram perplexos os eruditos bíblicos. Há ainda o problema de interpretar o relacionamento entre os textos recuperados em Ras Shamra (uma localidade na Síria) e o Código Mosaico. Pode-se, todavia, confiantemente crer que respostas a tais problemas virão com o tempo.
A verdade é que, até o presente não houve um caso sequer em que a arqueologia tenha demonstrado definitiva e conclusivamente que a Bíblia estivesse errada!
Por Que Antigas Cidades e Civilizações Desapareceram

Sabemos que muitas civilizações e cidades antigas desapareceram como resultado do julgamento de Deus. A Bíblia está repleta de tais indicações. Algumas explicações naturais, todavia, também devem ser brevemente observadas.
As cidades eram geralmente construídas em lugares de fácil defesa, onde houvesse boa quantidade de água e próximo a rotas comerciais importantes. Tais lugares eram extremamente raros no Oriente Médio antigo. Assim, se alguma catástrofe produzisse a destruição de uma cidade, a tendência era reconstruir na mesma localidade. Uma cidade podia ser amplamente destruída por um terremoto ou por uma invasão. Fome ou pestes podiam despovoar completamente uma cidade ou território. Nesta última circunstância, os habitantes poderiam concluir que os deuses haviam lançado sobre o local uma maldição, ficando assim temerosos de voltar. Os locais de cidades abandonadas reduziam-se rapidamente a ruínas. E quando os antigos habitantes voltavam, ou novos moradores chegavam à região, o hábito normal era simplesmente aplainar as ruínas e construir uma nova cidade. Formava-se, assim, pequenos morros ou taludes, chamados de tell, com muitas camadas superpostas de habitação. Às vezes, o suprimento de água se esgotava, rios mudavam de curso, vias comerciais eram redirecionadas ou os ventos da política sopravam noutra direção - o que resultava no permanente abandono de um local.

A Escavação de um Sítio Arqueológico

O arqueólogo bíblico pode ser dedicar à escavação de um sítio arqueológico por várias razões. Se o talude que ele for estudar reconhecidamente cobrir uma localidade bíblica, ele provavelmente procurará descobrir as camadas de ocupações relevantes à narrativa bíblica. Ele pode estar procurando uma cidade que se sabe ter existido mas ainda não foi positivamente identificada. Talvez procure resolver dúvidas relacionadas à proposta identificação de um sítio arqueológico. Possivelmente estará procurando informações concernentes a personagens ou fatos da história bíblica que ajudarão a esclarecer a narrativa bíblica.
Uma vez que o escavador tenha escolhido o local de sua busca, e tenha feito os acordos necessários (incluindo permissões governamentais, financiamento, equipamento e pessoal), ele estará pronto para começar a operação. Uma exploração cuidadosa da superfície é normalmente realizada em primeiro lugar, visando saber o que for possível através de pedaços de cerâmica ou outros artefatos nela encontrados, verificar se certa configuração de solo denota a presença dos resto de alguma edificação, ou descobrir algo da história daquele local. Faz-se, sem seguida, uma mapa do contorno do talude e escolhe-se o setor (ou setores) a ser (em) escavado (s) durante uma sessão de escavações. Esses setores são geralmente divididos em subsetores de um metro quadrado para facilitar a rotulação das descobertas.

A Arqueologia e o Texto da Bíblia

Embora a maioria das pessoas pense em grandes monumentos e peças de museu e em grandes feitos de reis antigos quando se faz menção da arqueologia bíblica, cresce o conhecimento de que inscrições e manuscritos também têm uma importante contribuição ao estudo da Bíblia. Embora no passado a maior parte do trabalho arqueológico estivesse voltada para a história bíblica, hoje ela se volta crescentemente para o texto da Bíblia. O estudo intensivo de mais de 3.000 manuscritos do N.T. grego, datados do segundo século da era cristão em diante, tem demonstrado que o N.T. foi notavelmente bem preservado em sua transmissão desde o terceiro século até agora. Nem uma doutrina foi pervertida. Westcott e Hort concluíram que apenas uma palavra em cada mil do N.T. em grego possui uma dúvida quanto à sua genuinidade. Uma coisa é provar que o texto do N.T. foi notavelmente preservado a partir do segundo e terceiro séculos; coisa bem diferente é demonstrar que os evangelhos, por exemplo, não evoluíram até sua forma presente ao longo dos primeiros séculos da era cristã, ou que Cristo não foi gradativamente divinizado pela lenda cristã. Na virada do século XX uma nova ciência surgiu e ajudou a provar que nem os Evangelhos e nem a visão cristã de Cristo sofreram evoluções até chegarem à sua forma atual. B. P. Grenfell e A. S. Hunt realizaram escavações no distrito de Fayun, no Egito (1896-1906), e descobriram grandes quantidades de papiros, dando início à ciência da papirologia. Os papiros, escritos numa espécie de papel grosseiro feito com as fibras de juncos do Egito, incluíam uma grande variedade de tópicos apresentados em várias línguas. O número de fragmentos de manuscritos que contêm porções do N.T. chega hoje a 77 papiros. Esses fragmentos ajudam a confirmar o texto feral encontrado nos manuscritos maiores, feitos de pergaminho, datados do quarto século em diante, ajudando assim a forma uma ponte mais confiável entre os manuscritos mais recentes e os originais.

O impacto da papirologia sobre os estudos bíblicos foi fenomenal. Muitos desses papiros datam dos primeiros três séculos da era cristã. Assim, é possível estabelecer o desenvolvimento da gramática nesse período, e, com base no argumento da gramática histórica, datar a composição dos livros do N.T. no primeiro século da era cristã. Na verdade, um fragmento do Evangelho de João encontrado no Egito pode ser paleograficamente datado de aproximadamente 125 AD! Descontado um certo tempo para o livro entrar em circulação, deve-se atribuir ao quarto Evangelho uma data próxima do fim do primeiro século - é exatamente isso que a tradição cristã conservadora tem atribuído a ele. Ninguém duvida que os outros três Evangelhos são um pouco anteriores ao de João. Se os livros do N.T. foram produzidos durante o primeiro século, foram escrito bem próximo dos eventos que registram e não houve tempo de ocorrer qualquer desenvolvimento evolutivo.

Todavia, a contribuição dessa massa de papiros de todo tipo não pára aí. Eles demonstram que o grego do N.T. não era um tipo de linguagem inventada pelos seus autores, como se pensava antes. Ao contrário, era, de modo geral, a língua do povo dos primeiros séculos da era cristã. Menos de 50 palavras em todo o N.T. foram cunhadas pelo apóstolos. Além disso, os papiros demonstraram que a gramática do N.T. grego era de boa qualidade, se julgada pelos padrões gramaticais do primeiro século, não pelos do período clássico da língua grega. Além do mais, os papiros gregos não-bíblicos ajudaram a esclarecer o significado de palavras bíblicas cujas compreensão ainda era duvidosa, e lançaram nova luz sobre outras que já eram bem entendidas.

Até recentemente, o manuscrito hebraico do A.T. de tamanho considerável mais antigo era datado aproximadamente do ano 900 da era cristã, e o A.T. completo era cerca de um século mais recente. Então, no outono de 1948, os mundos religioso e acadêmico foram sacudidos com o anúncio de que um antigo manuscrito de Isaías fora encontrado numa caverna próxima à extremidade noroeste do mar Morto. Desde então um total de 11 cavernas da região têm cedido ao mundo os seus tesouros de rolos e fragmentos. Dezenas de milhares de fragmentos de couro e alguns de papiro forma ali recuperado. Embora a maior parte do material seja extrabíblico, cerva de cem manuscritos (em sua maioria parciais) contêm porções das Escrituras. Até aqui, todos os livros do A.T., exceto Éster, estão representados nas descobertas. Como se poderia esperar, fragmentos dos livros mais freqüentemente citados no N.T. também são mais comuns em Qumran (o local das descobertas). Esses livros são Deuteronômio, Isaías e Salmos. Os rolos de livros bíblicos que ficaram melhor preservados e têm maior extensão são dois de Isaías, um de Salmos e um de Levítico.

O significado dos Manuscritos do Mar Morto é tremendo. Eles fizeram recuar em mais de mil anos a história do texto do A.T. (depois de muito debate, a data dos manuscritos de Qumran foi estabelecida como os primeiros séculos AC e AD). Eles oferecem abundante material crítico para pesquisa no A.T., comparável ao de que já dispunham há muito tempo os estudiosos do N.T. Além disso, os Manuscritos do Mar Morto oferecem um referencial mais adequado para o N.T., demonstrando, por exemplo, que o Evangelho de João foi escrito dentro de um contexto essencialmente judaico, e não grego, como era freqüentemente postulado pelos estudiosos. E ainda, ajudaram a confirma a exatidão do texto do A.T. A Septuaginta, comprovaram os Manuscritos do Mar Morto, é bem mais exata do que comumente se pensa. Por fim, os rolos de Qumran nos ofereceram novo material para auxiliar na determinação do sentido de certas palavras hebraicas.

ELE FOI FERIDO


Feridas, de acordo com a definição de um cirurgião, são divisões das partes macias do corpo por força mecânica aplicada externamente. Estas feridas são classificadas por diferentes características. São elas: CONTUSÃO, LACERAÇÃO, PENETRAÇÃO, PERFURAÇÃO E INCISÃO. Na notável afirmação de Isaías, "Ele foi ferido" (Cap. 53:5), estão incluídos cada um destes cinco tipos de feridas, conforme observamos também pelo exame das escrituras concernentes aos sofrimentos de nosso Senhor Jesus Cristo.

1)- CONTUSÃO.
É produzida pelo ato de golpear com um objeto sem fio, tal como a "cana" mencionada em Mateus 27:30, e as "bofetadas" ou "punhadas" no cap. 26:67. Isso foi predito pelo profeta Miquéias no cap. 5:1: "... ferirão com a vara no queixo ao juiz de Israel...", e foi comprido perfeitamente conforme lemos nos evangelhos: "Então cuspiram-lhe no rosto e lhe davam punhadas, e outros os esbofeteavam" (Mt. 26:67); "E cuspindo nele, tiraram-lhe a cana, e batiam-lhe com ela na cabeça" (Mt.27:30); e ainda "...um dos criados que ali estavam deu uma bofetada em Jesus..." (Jo. 18:22).

2)- LACERAÇÃO.
A laceração é produzida por um instrumento que tem o efeito de rasgar ou romper a pele. A laceração dos tecidos da pele era o resultado dos açoites, um método de punição que os romanos usavam com tanta perícia nos dias em que o Senhor andou neste mundo. O instrumento usado para açoitar pelos romanos era uma espécie de chicote de várias cordas, ou correias de couro com pedaços de metal ou marfim presos às pontas. É fácil imaginar o tipo de dor e tortura que tal instrumento infringia. Este sofrimento é bem expressado nas palavras proféticas do salmista: "os lavradores araram sobre as minhas costas: compridos fizeram seus sulcos" (Sl. 129:3).

A tortura, a laceração, e a conseqüente perda de sangue, freqüentemente resultavam na morte da vítima. Entretanto, os açoites, ainda que parte dos sofrimentos do Senhor, não foram, contudo, a causa de sua morte. Mas tais açoites já haviam sido profetizados também pelo profeta Isaías no cap. 50:6: "as minhas costas dou aos que me ferem...", e esta profecia encontrou seu pleno cumprimento em Mateus 27:26, e em João 19:1, onde lemos: "Pilatos, pois, tomou então a Jesus, e o açoitou". Lembremo-nos de que foi sobre suas costas laceradas que Ele carregou a cruz, enquanto se dirigia ao lugar chamado, A Caveira.

3)- PENETRAÇÃO.
Este é um sofrimento causado por um instrumento de ponta aguda. O Senhor Jesus sofreu, também, este tipo de ferimento quando os homens ímpios em sua crueldade o coroaram com espinhos. Os espinhos de Jerusalém eram grandes o suficiente para penetrar até quatro polegadas, à medida que os soldados lhe batiam com a cana na cabeça (Mt. 27:29, 30; Jo. 19:2).

4)- PERFURAÇÃO.
Perfuração tem sua origem no latim que significa "traspassar" ou "furar através". Davi, no Salmo 22:16, também profetizou sobre este tipo de sofrimento ligado com o Messias: "...traspassaram-me as mãos e os pés". Os terríveis cravos de ferro atravessaram suas santas mãos e pés entre os ossos, separando-os, mas não quebrando-os. A crucificação não era praticada como punição capital entre os judeus, portanto, as palavras de Davi no Salmo 22 deveriam ter confundido o escritor, bem como os leitores. Entretanto, para Aquele que conhecia o fim antes do começo, o jugo dos romanos sobre os judeus na época do advento do Messias, e a agonizante morte por crucificação do Messias eram-lhe bem conhecidos. Sim, as palavras proféticas de Isaías 53:5 estavam sempre diante Dele: "...Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades...".

5)- INCISÃO.
A incisão nos é descrita como um corte produzido por uma lâmina afiada. Lemos em João 19:34, "contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água". Esta ferida foi-lhe causada após a Sua morte. O soldado romano queria certificar-se de que qualquer vestígio de vida que houvesse estaria, assim, definitivamente extinguido.

Como este ato não foi a causa de sua morte, pois Ele já havia morrido, contudo serviu para assegurar a todos os homens que sua morte havia efetivamente acontecido, servindo, também, para dar cumprimento à profecia que diz: "...e olharão para mim, a quem traspassaram..." (Zc. 12:10).

Daquela ferida tão grande que Tomé podia colocar nela a sua mão "...logo saiu sangue e água, e aquele que o viu testificou, e o seu testemunho é verdadeiro" (Jo. 19:34,35). Esta visão despertou o interesse de João, e deve despertar o nosso também. O sangue fluiu do coração do Senhor, e a água fluiu do "pericárdio". O pericárdio é uma espécie de bolsa fechada que envolve o coração e é lubrificada por uma pequena quantidade de líquido de cerca de uma colher de chá para facilitar os movimentos do coração. Alguém poderia perguntar: como João poderia enxergar uma tão pequena quantidade de água? A resposta seria que, segundo a patologia médica, esta pequena quantidade de líquido aumenta em vinte e quatro vezes a sua medida quando a agonia da morte é prolongada. Assim sendo, aquele líquido é um eloqüente testemunho dos intensos sofrimentos de nosso Senhor na cruz.

E o que diremos do fato que, contrário à natureza, fluiu sangue de quem já estava morto? Não serve isso para mostrar que Ele na sua morte "venceu a morte", e "sua alma não viu a corrupção"?

Este último ferimento infringido no corpo santo do Senhor traz-nos, também, a maravilhosa proclamação de purificação e redenção. Isaías 1:6 apresenta Israel aos olhos de Deus totalmente enfermo: "desde a planta do pé até a cabeça não há nele cousa sã, senão feridas...". Da mesma forma o Senhor é visto na cruz quando tomou sobre si a iniqüidade de nós todos, como ferido da cabeça aos pés. "Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades; e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido"

Que a contemplação destas feridas causadas no nosso Senhor Jesus Cristo na cruz possa atrair nossos corações a Ele em profundo amor, e que possamos como Tomé adorá-lo, e aclamá-lo como "Senhor meu e Deus meu"! (João 21:28).

(Texto extraído e traduzido da revista "Truth & Tidings" - Abril, 1982. pág. 100)

Gritou: "Fogo!" Mas ninguém acreditou nele...



Há muitos anos houve uma verdadeira catástrofe num teatro de uma cidade no sul da França. Já tinha terminado o primeiro ato do espetáculo. O público estava impa¬ciente, esperando que a cortina se levantasse e começasse o segundo ato. De repente, o ator principal, que era muito popular, apareceu no palco e com uma voz de desespero gritou: "Fogo! Fogo!"
O público pensou que aquilo fazia parte da peça teatral e gritou: "Muito bem", aplaudindo a seguir. Com suas exclamações e aplausos o público encobria a voz dramática do ator que, com mais força, continuava gritando: "Fogo! Fogo!" O auditório continuou aplaudindo entusiasticamente. O ator prosseguiu gritando: "É verdade! O teatro está pegando fogo!" Suas palavras continuaram sendo encobertas pelos aplausos do público, que cria que aquilo fazia parte da função.
Finalmente, o dono do teatro apareceu no palco e abriu a cortina, surgindo atrás as chamas vorazes, e exclamou: "Por que não quiseram crer? O teatro está em chamas! Vejam!"
Não é difícil imaginar o pâni¬co que se apoderou do público ao ver a realidade do incêndio e ao ver que as chamas e a fumaça se propagavam rapidamente, ameaçan¬do abrasá-los. Seguiu-se uma confusão terrível: homens, mulheres e crianças, desesperados, procura¬vam as portas, atropelando-se uns aos outros. Que gritos de desespero e de agonia se ouviam! Muitos pereceram e bem poucos escaparam sem ficar mutilados ou feridos gravemente.
Nestes últimos tempos há muitos que também não querem crer em outro fogo ainda mais terrível do que aquele do qual temos estado falando. Este outro fogo é o do Inferno. Não querem crer no castigo eterno - o destino que terá o pecador que não se arrepende e recebe a Cristo. Os fiéis servos de Deus repetem as palavras do Senhor Jesus Cristo, mas os homens não querem crer nelas.
Amigo, não se engane. A negação da eternidade é a mentira de Satanás. Existe a ira vindoura (1ª Tessalonicenses 1.10; Mateus 3.7). Existe a pena da perdição eter¬na, longe da presença do Senhor (2ª Tessalonicenses 1.9) naquele lugar onde o fogo não se apaga (Marcos 9.43-48) e onde o sofrimento não termina. Existe o lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte (Apocalipse 21.8).
Escape, para seu próprio bem! Fuja da ira que está para vir! E agora ou nunca mais! É agora e não depois! Além da morte não há purgatório e nem arrependimento. Além da sepultura não há restauração e nem esperança.
Mas eis agora e aqui está a porta de escape! Eis agora e aqui está a salvação completa e gratuita até mesmo para o pior pecador. "Eis agora o tempo sobremodo oportuno, eis agora o dia da salvação" (2ª Coríntios 6.2).
Jesus, o Filho de Deus, morreu na cruz do Calvário para salvar você deste terrível castigo. Aproveite o presente de Deus! Receba a Cristo. Confie nEle. Por fé na Pessoa e na obra do Salvador se alcança a plena salvação. Considere-O seu Substituto, sofrendo e morrendo em lugar dos pecadores, em seu lugar. O Seu precioso sangue é a solução para reparar as ofensas que você tem feito a Deus. Receba-O e não só se livrará da "ira vindoura", mas será um com o Redentor. O Espírito Santo viverá em você e o livrará do poder e do domínio do pecado.

Em Las Buenas Nuevas