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domingo, 25 de janeiro de 2009

LEITURA E INTERPRETAÇÃO BÍBLICA - I



Que muitos crentes atuais leram ou lêem a Bíblia é um fato, mas interpretá-la de forma correta é um boato.
Muitos fazem citações bíblicas , defendem ideias e pensamentos que fogem da boa interpretação bíblica. Agimos como “papagaios de piratas”, isto é, repetimos ditos e frases que ouvimos dos “líderes”, “pregadores” e “mestres”, sem tomarmos o cuidado de averiguar-se de forma mais minuciosa os tais “ditos” a luz da Palavra de Deus.
Este é o primeiro Artigo sobre “Leitura e Interpretação Bíblica”, os quais daremos continuação posteriormente.
Vejamos alguns desses descuidos na leitura e interpretação:
Alguns dizem assim: “Veja o que Deus diz sobre o Céu: ‘Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.’”.
Essa é uma citação de 1 Co. 2:9. Na pressa de interpretar e aplicar este texto geralmente tentam consolar o ouvinte de que este texto se refere ao Céu e as maravilhas da eternidade. Para dar ênfase ao seu consolo ou mensagem, afirmam: “Você nem imagina o que Deus te preparou lá no Céu e na Eternidade”.
Nas regras da interpretação de um texto, nunca devemos desconsiderar o seu contexto, isto é, deixar de observar os versículos anteriores e posteriores, além do assunto que está sendo tratado.
Pois bem, a citação de 1Co.2:9 é interpretada a luz do versículo posterior, isto é, 1Co.2:10 que diz assim: “Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus.”
Aquilo que Deus preparou para aqueles que o amam, já foi revelado pelo Espírito. E isto não tem haver com o Céu ou a eternidade, mas as realidades do Evangelho, conforme a observação de todo contexto.
O texto de 1Co.2:9 é uma citação de Isaías 64:4 e a citação dessa passagem é apresentada em um contexto que mostra que o homem natural, incrédulo, não consegue entender a mensagem do Evangelho, o sacrifício de Jesus. Essa revelação só pode ser dada pelo Espírito Santo.
Para uma melhor compreensão sobre essa “revelação, iluminação” do Espírito Santo vejam as notas teológicas e de rodapé da Bíblia de Genebra.
Leiamos a Bíblia, mas tenhamos cuidado com a sua interpretação, pois podemos cair na cilada do “papagaio de pirata”, repetindo frases e ditos sem a devida averiguação bíblica e contextual.
Rev.Laudemiro

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

ATÉ QUANDO SENHOR?!!


Até quando, vamos ficar assistindo a decadência da Igreja e não fazermos nada, não reagirmos, não nos incomodarmos, nos inquietarmos, não perdermos o sono? Continuaremos assistindo o definhar da Igreja? Oh! Deus até quando!?
Até quando iremos transferir a nossas responsabilidades como membros do corpo? Dizendo que outros façam no nosso lugar, pois afinal estamos “sem tempo”, “não queremos nos envolver”, “isto é responsabilidade da liderança”.
Até quando vamos brincar de “cristãos” e achar que tudo na Igreja não passa de uma divina comédia?
Até quando vamos levar adiante essa brincadeira sem graça, sim, sem graça, pois quem vive na Graça não consegue viver uma vida cristã como se fosse roteiro cômico traçado por um autor tresloucado, antes pelo contrário sabe que o autor da história não brinca e não se deixa zombar “porque o nosso Deus é fogo consumidor” (Hb.12:29) e a sua advertência é clara - “não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” (Gl.6.7).
Até quando vamos criticar dos irmãos que se dispõe para fazer alguma atividade na Igreja, mas que tem suas limitações pessoais? Pois é constatado na história da Igreja que os que mais criticam, são os que menos colocam a “mão na massa”. Na história secular há um ditado popular que todo crítico é um frustrado na área em que ele critica, pois nunca conseguiu chegar nem ao seu padrão de crítica.
Até quando vamos reclamar que a Igreja não cresce em número de convertidos, quando não nos dispomos a ser sal da terra e luz do mundo em um testemunho autêntico e contagiante? (Mt.5:13-16)
Até quando vamos continuar deixando que os métodos seculares de administração e marketing tenham primazia na Igreja do Senhor, quando sabemos que a Palavra de Deus nos ensina que o Cabeça da Igreja é Jesus e sem Ele nada podemos fazer? (Ef.4:15; Jo.15:5)
Até quando continuaremos a insistir na edificação da Igreja com métodos, técnicas e ações mundanas, quando sabemos que “se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela”? (Sl.127:1).
Até quando vamos incentivar a Igreja a um crescimento intelectual secular em alto nível, quando observamos que o conhecimento bíblico dos cristãos é cada vez mais medíocre? O desejo pelo crescimento intelectual não deve levar ao desprezo do conhecimento bíblico. O ideal do cristão é o equilíbrio.
Até quando teremos gigantes na vida profissional, empresarial e intelectual no meio da Igreja e ao mesmo tempo os mesmo demonstram um naniquismo exacerbado quanto às coisas espirituais? Sejamos bons, ótimo e até excelente na nossa vida secular, mas que o mesmo seja visto na nossa vida espiritual. Era esse equilíbrio observado na vida de Jó. (Jó. 1: 1-5)
Até quando? Aqui eu não sei, mas uma coisa é certa que um dia tudo isso acabará na volta do Senhor Jesus Cristo, ai sim todas as coisas serão novas e não haverá mais nenhum desequilíbrio ou desequilibrado tentado atrapalhar a Igreja do Senhor. (Ap.21:1-8)
O que dizer então?
Vem, Senhor Jesus! (Ap.22:20)
Rev.Laudemiro

MARCHANDO SOBRE OS OBSTÁCULOS


“Disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.” Êxodo 14:15
Adentramos a um novo ano e ficamos pensando “o que este ano novo nos reserva?” Algumas vezes ficamos, como igreja, estatizados sem saber que rumo tomar! Conseguimos romper mais um ano, mas este que está diante de nós o que acontecerá.
O medo do desconhecido pode nos levar a inércia ou aos questionamentos infindáveis e era isto que estava acontecendo com o povo de Israel as margens do mar vermelho.
Veja só a situação do povo de Deus naquela ocasião, eles acabaram de celebrar a liberdade da escravidão e agora se encontrava em um beco sem saída, pois aos lados estavam cordilheiras de montanhas, atrás o deserto e o exército de faraó e a frente o mar vermelho. O que fazer nesta hora tão crítica? O povo reagiu com questionamentos e murmurações “E, chegando Faraó, os filhos de Israel levantaram os olhos, e eis que os egípcios vinham atrás deles, e temeram muito; então, os filhos de Israel clamaram ao SENHOR. Disseram a Moisés: Será, por não haver sepulcros no Egito, que nos tiraste de lá, para que morramos neste deserto? Por que nos trataste assim, fazendo-nos sair do Egito? Não é isso o que te dissemos no Egito: deixa-nos, para que sirvamos os egípcios? Pois melhor nos fora servir aos egípcios do que morrermos no deserto.” (Êx.14:10-12).
Será que muitas vezes não agimos e reagimos da mesma forma? Questionamos o direcionamento de Deus na nossa vida quando olhamos ao redor e não vemos mais motivos de celebração e sim desertos, montanhas, mares e inimigos furiosos querendo nos devorar. Questionamos o aparente abandono de Deus.
A resposta divina é clara e inequívoca – “Por que clamas a mim?” esta é uma pergunta de retórica sem resposta direta, mas para avaliar ou dar ordem, pois na seqüência a ordem de Deus é clara - “Dize aos filhos de Israel que marchem.”
A Igreja do Senhor não pode parar diante dos obstáculos, não pode questionar as dificuldades que surgem, pois Deus é quem dirige nosso destino e sabe muito bem onde nos levar. A Igreja, os verdadeiros cristãos, deve continuar em marcha sob a ordem do seu comandante maior o Senhor Jesus Cristo. E para não claudicarmos ante as intempéries da vida devemos manter nossos olhos fixos no Autor e Consumador da nossa Fé (Hb.12:2).
No ano que começa teremos montanhas, vales e mares a nossa frente, mas a ordem do Senhor ainda ecoa em nossos ouvidos “dize aos filhos de Israel que marchem.” Avancemos na certeza de que o Senhor em nenhum momento nos abandonará ou nos deixará a sós, pois ele nos prometeu “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20).
Mesmo que venhamos passar por vales escuros e sombrios devemos nos confortar com a certeza de que “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.” (Sl.23:4).
Diante disto não há motivos para temores, receios, incertezas, conjecturas quanto ao futuro ou que nos espera além, pois Deus está conosco e “sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” e “que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm.8:28,31).
Isto nos faz lembrar as palavras de Elisabeth Elliot “Deus nunca prometeu resolver nossos problemas nem responder às nossas interrogações... Ele prometeu estar conosco.”
“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” (1Co.15:58)
O ano novo será uma bênção se andarmos na presença e sob a orientação de Deus.
Que Deus continue a nos abençoar!
Rev.Laudemiro

domingo, 7 de dezembro de 2008

A IMPORTÂNCIA DOS MUROS


A importância dos muros é vista, não somente na proteção que eles nos oferecem, mas, também, no fato que eles estabelecem limites para nós.
Por um lado, os muros servem para proteger das influências maléficas que jazem do lado de fora; por outro lado, os muros servem para preservar os padrões de vida que governam o comportamento daqueles que existem no lado de dentro.
Em época de guerra, havia uma diferença indiscutível entre quem se encontrava dentro de uma cidade, cujos muros serviam de proteção, e aquele que se encontrava morando em aldeias ou campos desprotegidos ao redor. Em nossos dias, a evidência de que estamos numa batalha espiritual está se tornando cada vez mais clara (Efésios 6.1,12). Os muros derrubados, no tempo de Neemias, afirmaram a importância de haver muros que protegessem e preservassem.
Não muito distante de nós, na vizinhança de Atibaia, existe um movimento conhecido como "Vinde Meninos". É um ministério que visa a formação de vários lares para crianças órfãs e outras abandonadas. Esse ministério tem uma filosofia bíblica baseada em Salmos 68.6, onde diz: "Deus faz que o solitário more em família". Cada família formada, neste caso, é como uma cidade cercada de muros, pois ela oferece proteção e preservação. Olhando para esses lares, hoje em dia, eu vejo uma diferença enorme entre quem mora dentro desse novo contexto e quem continua no lado de fora.
Nunca jamais vou me esquecer de meu filho que, ao sair de casa pela primeira vez, para estudar na Universidade, voltou agradecido, na primeira oportunidade, para o contexto de um lar que representava proteção e preservação para ele. Pela primeira vez, ele compreendeu a importância dos muros que foram erguidos ao redor de sua vida. Na sala de aula, ele foi instruído que casamento é uma coisa do passado, que família é algo ultrapassado. Os muros, em família, o protegeram dessa idéias maléficas e preservaram o estilo de vida cujo padrão se encontrava na Palavra.
Os nossos filhos precisam sentir a presença de muros em suas vidas. Não é difícil entender como a presença de muros pode protegê-los. Mas, em que sentido os muros preservam? Os muros preservam na medida em que estabelecem limites. Mas quem estabelece estes limites? Deus os estabelece. Se analisar, cuidadosamente, os Dez Mandamentos, você percebe que Deus estava querendo preservar a nossa vida. A idéia de Deus, ao estabelecer estes mandamentos, não era proibir no sentido de ser um "desmancha prazeres", mas sim, permitir que o homem desenvolvesse uma vida plena. Porém, muitos não enxergam este lado da lei, só enxergam os limites fixados e se rebelam contra os mesmos.
Isto nos leva a considerar um assunto de suma importância. Sim, os muros realmente estabelecem limites. Não gostamos de ouvir este tipo de conversa em nossa época.

Vivemos numa sociedade que alega que absolutos não existem mais, tudo é relativo.
Sim, hoje, os nossos filhos aprendem na escola, na vizinhança, na sociedade esta filosofia de vida. Quer dizer, não existe o "certo" e o "errado". Estas idéias, estas filosofias, invadem a nossa mente e a mente de nossos filhos, diariamente, por todos os meios de comunicação. Se não houver nenhu¬ma tentativa de nossa parte, como pais, de combater essas influências destruidoras, os nossos filhos não serão protegidos contra esses ataques e nem tampouco os princípios bíblicos serão preservados por eles.
As nossas tentativas de reconstruir estes muros importan¬tes, contudo, terão que enfrentar o cinismo de nossa época como aconteceu nos dias de Neemias.
"Tendo Sambalá ouvido que edificávamos o muro, ardeu em ira e se indignou muito, e escarneceu dos judeus... Ainda que edifiquem, vindo um raposa derrubará o seu muro de pedra... Mas ouvindo... que a reparação dos muros de Jerusalém ia avante e que já se começavam a fechar-lhe as brechas, ficaram sobremodo irados. Ajuntaram-se todos de comum acordo para virem atacar Jerusalém e suscitar confusão ali" (Neemias 4.1-3, 7, 8).
Enquanto escrevo este artigo, um de nossos filhos, universitário, está sendo cercado, junto com a sua namorada, por uma nova seita que age no campus da USP. Ela é conhecida como A Igreja de Cristo Internacional. Entre outras coisas, os

jovens são pressionados a deixar suas casas, abandonar seus pais, e, às vezes, seus estudos ou trabalho para "seguir a Cristo". Há um controle excessivo exercido pelos líderes sobre seus membros e esse controle não é apenas visto em assuntos espirituais, mas também em atividades da vida cotidiana do discípulo e até mesmo em assuntos da vida privada dos casais. O membro da igreja é regularmente exortado por seus líderes a rejeitar as relações com os membros da família, a favor da sua nova "família espiritual". Como 80% das pessoas que fazem parte do Movimento estão entre as idades de 18 e 28 anos, normalmente elas se separam dos pais e, às vezes, seus cônjuges também são abandonados porque não quiseram se unir ao Movimento.
Estão me acompanhando? Estão conseguindo me entender sobre a necessidade de muros para proteger e preservar a nossa família?
Torna-se necessário entender que, apesar de tais ataques, existem absolutos e é o nosso Deus, mediante as Escrituras, que estabelece tais

absolutos. Nos tempos de Neemias não havia dúvidas sobre viver "dentro" ou "fora" das muralhas de Jerusalém. De fato, em 7.4, descobrimos que "a cidade era espaçosa e grande, mas havia pouca gente nela". Neemias, então, desenvolve uma tática para solucionar esta questão e, assim, atrair pessoas para dentro de seus muros onde estariam seguras.
Hoje em dia, contudo, as distinções quanto a quem ou o que está "dentro" e quem ou o que está "fora" dos muros não são muito claras. Há muita confusão! A própria igreja, muitas vezes, não mais crê em absolutos. A igreja, que deveria estar oferecendo respostas sólidas, concretas, está totalmente comprometida. Para onde é que os nossos filhos vão olhar em busca de orientação? Vamos agir para que sintam a proteção dos muros erguidos em nossos lares e vamos nos preocupar com a preservação desses muros.
De Sambalá, Tobias e Gesém (2.19), os grande inimigos de Neemias, foi dito: "Não tendes parte, nem direi¬to, nem memorial em [dentro dos muros de] Jerusalém" (2.20). E eles ficaram por conta da seguinte situação: "muito lhes desagradou que alguém viesse a procu¬rar o bem dos filhos de Israel"(2.10). Consequentemente, eles tentaram, por todos os meios possíveis, desa¬nimar aqueles que reconstruíam os muros, a fim de intimidá-los. "Quando souberam, zombaram de nós, e nos desprezaram e disseram: Qúe é isso que fazeis?" (2.19).
Sambalá, Tobias e Gesém estão conosco em nosso dias! Cada vez que você liga a TV, abre uma revista, lê o jornal, você se encontra com eles. São eles que procuram estabelecer a marcha, marcar o compasso, determinar a mentalidade de nossa época. Infelizmente, é mais fácil se submeter à sua filosofia de vida do que tentar defender absolutos e sofrer o impacto da gozação e da zombaria.
Ninguém gosta de ser alvo de risadas, ninguém gosta de ser ridicularizado! Pode você imaginar a pressão experimentada por seu filho na escola, durante um aula de educação sexual, tendo que defender um ponto de vista considerado totalmente "antiquado" e arcaico"? Pode você, nesse momento, imaginar a sala inteira rompendo em gargalhadas, criando um ambiente tão tenso que seu filho gostaria de sumir do mapa, de tão embaraçosa que ficou a situação para ele?
Sim, seu filho está certo e você sabe disto! Quando ele defendeu seu ponto de vista de que o sexo praticado fora do casamento está errado, ele demonstrou a sua firme convicção na existência de absolutos. Mas, pode você imaginá-lo recebendo um bombardeio de questionamentos quando ele se toma o alvo de zombaria e gozação por parte de seus colegas de classe? Ele precisa sentir a proteção dos muros do lar cristão nessa hora e perceber a preservação desses absolutos por parte de pais totalmente comprometidos em defendê-los a qualquer preço!
O argumento que ouvimos, tanto fora da igreja como dentro dela, é que os tempos mudaram. Eu não tenho nenhuma dúvida sobre isto. Mas os absolutos encontrados nas Escrituras não mudaram! Infelizmente, contudo, os absolutos não mais significam qualquer coisa para uma sociedade que pensa e diz: "Se você se sente bem em fazer, faça". A experiência da pessoa é o fator que determina o que está "certo" ou "errado". Se há prazer na experiência, então é "certo" fazer.

Veja como isto confunde a questão. Nem a minha "experiência" é válida, nem a sua, para determinar se a experiência do outro é "certa" ou "errada". Nesta altura, cada um se torna a sua própria regra, a sua própria norma. O importante, segundo a nossa sociedade, é que sejamos felizes, não importa como a gente possa chegar lá.
Recentemente, no meu estudo da Palavra, o seguinte trecho

falou profundamente ao meu coração: "Porque as armas da nossa milícia não são carnais" (2Coríntios 10.4). Elas não são carnais porque a nossa luta, segundo Paulo em Efésios 6.12: "não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes".
Este último trecho me informa que, por trás de Sambalá, Tobias e Gesém (que, no caso, representam o sangue e a carne), existem "as forças espirituais do mal". É com estas forças que precisamos nos preocupar e lidar.
Paulo, em 2Coríntios 10.4,5, continua por dizer: "as armas de nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas" [isto é, a filosofia de nossos dias]. Como é feito isso? "Anulando sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus". Como é feito isso? "Levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo", isto é, por reconhecer os absolutos que existem na Palavra de Deus.
Irmãos, vamos ter certeza de uma coisa: os muros são importantes para nos proteger daquilo que está no lado de fora e para preservar para nós aquilo que está no lado de dentro.
Portanto, vamos levar a sério esta questão dos muros erguidos ao redor de nossa família. Vamos oferecer aos nossos filhos um ambiente seguro em que possam crescer, adquirir valores corretos e ter como defender-se no meio de um mundo pervertido e corrupto.

Gavin Levi Aitken
Em O Evangelista de
Crianças

BODAS DE CASAMENTO - 01 À 100 ANOS


Embora ocorram variações nos materiais associados, a lista abaixo é a que encontramos mais freqüentemente:

01º - Bodas de Papel
02º - Bodas de Algodão
03º - Bodas de Couro ou Trigo
04º - Bodas de Flores, Frutas ou Cera
05º - Bodas de Madeira ou Ferro
06º - Bodas de Açúcar ou Perfume
07º - Bodas de Latão ou Lã
08º - Bodas de Barro ou Papoula
09º - Bodas de Cerâmica ou Vime
10º - Bodas de Estanho ou Zinco
11º - Bodas de Aço
12º - Bodas de Seda ou Ônix
13º - Bodas de Linho ou Renda
14º - Bodas de Marfim
15º - Bodas de Cristal
16º - Bodas de Safira ou Turmalina
17º - Bodas de Rosa
18º - Bodas de Turquesa
19º - Bodas de Cretone ou Água Marinha
20º - Bodas de Porcelana
21º - Bodas de Zircão
22º - Bodas de Louça
23º - Bodas de Palha
24º - Bodas de Opala

25º - Bodas de Prata

26º - Bodas de Alexandrita
27º - Bodas de Crisoprásio
28º - Bodas de Hematita
29º - Bodas de Erva
30º - Bodas de Pérola
31º - Bodas de Nácar
32º - Bodas de Pinho
33º - Bodas de Crizopala
34º - Bodas de Oliveira
35º - Bodas de Coral
36º - Bodas de Cedro
37º - Bodas de Aventurina
38º - Bodas de Carvalho
39º - Bodas de Mármore
40º - Bodas de Esmeralda
41º - Bodas de Seda
42º - Bodas de Prata dourada
43º - Bodas de Azeviche
44º - Bodas de Carbonato

45º - Bodas de Rubi

46º - Bodas de Alabastro
47º - Bodas de Jaspe
48º - Bodas de Granito
49º - Bodas de Heliotrópio

50º - Bodas de Ouro

51º - Bodas de Bronze
52º - Bodas de Argila
53º - Bodas de Antimônio
54º - Bodas de Níquel
55º - Bodas de Ametista
56º - Bodas de Malaquita
57º - Bodas de Lápis-lazúli
58º - Bodas de Vidro
59º - Bodas de Cereja

60º - Bodas de Diamante

61º - Bodas de Cobre
62º - Bodas de Telurita
63º - Bodas de Sândalo
64º - Bodas de Fabulita
65º - Bodas de Platina
66º - Bodas de Ébano
67º - Bodas de Neve
68º - Bodas de Chumbo
69º - Bodas de Mercúrio
70º - Bodas de Vinho
71º - Bodas de Zinco
72º - Bodas de Aveia
73º - Bodas de Manjerona
74º - Bodas de Macieira

75º - Bodas de Brilhante ou Alabastro

76º - Bodas de Cipestre
77º - Bodas de Alfazema
78º - Bodas de Benjoim
79º - Bodas de Café

80º - Bodas de Nogueira ou Carvalho

81º - Bodas de Cacau
82º - Bodas de Cravo
83º - Bodas de Begônia
84º - Bodas de Crisântemo

85º - Bodas de Girassol

86º - Bodas de Hortênsia
87º - Bodas de Nogueira
88º - Bodas de Pêra
89º - Bodas de Figueira
90º - Bodas de Álamo
91º - Bodas de Pinheiro
92º - Bodas de Salgueiro
93º - Bodas de Imbuia
94º - Bodas de Palmeira

95º - Bodas de Sândalo

96º - Bodas de Oliveira
97º - Bodas de Abeto
98º - Bodas de Pinheiro
99º - Bodas de Salgueiro
100º - Bodas de Jequitibá
O próximo ??? Ora, use a imaginação !!!

“OS GRANDES INIMIGOS DO CASAMENTO” – Salmo 127


I – INFIDELIDADE: Assunto tão sério, tão delicado, que em Mt.5:32 Jesus abre uma exceção para o divórcio, declarando que o adultério é motivo suficiente para acabar com um casamento. A menos que a parte ofendida seja capaz de oferecer perdão, e a parte infiel se arrependa de verdade, aquilo que Deus abomina, que é a separação, torna-se solução legal para pôr fim a algo ainda mais abominável a seus olhos, que é o adultério, a infidelidade.
A infidelidade é detestável em ambos os sexos. O problema é que a sociedade tende a ser extremamente machista. Um homem adultera, e as pessoas dizem: “Coitado, deixou-se levar pela tentação, caiu numa fraqueza”. Mas, se acaso é a mulher quem adultera, o comentário já é bem diferente: “É uma vagabunda, uma sem vergonha, uma prostituta!”- e a desqualificamos. O homem adultera e se espera, quase exigindo que a mulher seja indulgente, misericordiosa, compreensiva. Se é ela quem comete o deslize, o conselho que se dá ao marido é que a expulse de casa, porque ela não presta, não merece perdão. O estigma do adultério sobre a figura da mulher numa sociedade facciosa, apaixonada, parcialista, é terrível. Do ponto de vista de Deus, a infidelidade é abominável tanto para ele como para ela.
II – MENTIRA: Mesmo aquelas que começam pequenas: “Ah! É um mentirinha à toa, só para não ficar aborrecido...”. Cuidado com as mentiras! Elas sempre vêm do diabo, tenham o tamanho que tiverem. A mentira, além disso, desemboca fatalmente na desconfiança, e o cônjuge que descobre que a outra parte mente torna-se um eterno desconfiado.
III – CIÚMES: Este sentimento, quando exacerbado (agravado), levado ao exagero, mina qualquer relacionamento, destrói o amor. Que não se confunda ciúme com zelo. O ciúme representa falta de confiança profunda – não apenas no outro, mas creio que acima de tudo em si próprio. Se alguém – e isto sem qualquer vanglória – se julga à altura do alheio e luta por manter o nível, contribuindo para que o respeito e a admiração prossigam para o alto, então não tem o que temer. E se a confiança for turbada, quebrada, o responsável pela ruptura é que deverá sofrer as conseqüências.
Se me sinto digno do amor, do carinho de alguém, por que viver em fogo, sempre temerosos, sempre duvidando, apreensivo, inquieto? Um certo ciúme, espontâneo, comedido, que mais significa zelo, cuidado, que outra coisa, é até perdoável e natural.
Este sentimento assim domado, tranqüilo, racional, pode até impedir que o outro destelhe o lar, a família, facilite brechas, entradas indevidas. Contudo, entre essa preocupação necessário e justificável e um temor irracional – o ciúme caudaloso, doentio, quem sabe mascarado de outros tantos nomes – há uma distância enorme, sim, tem que ser combatido com zelo, e desde a mais tenra idade, pois é joio, produto de um sentimento pertinaz, que cria um raizame difícil de arrancar.
IV – AMARGURAS: São aquelas mágoas guardadas, aquelas queixas sem fim, aquelas reclamações que não cessam nunca. Provérbios tem muito a dizer acerca disso. Pv.21:19 diz: “É melhor morar numa terra seca e deserta do que numa boa casa com uma mulher briguenta e implicante”. Pv.27:15,16 faz uma grande analogia: “Aquele pinga-pinga constante que acontece quando chove e a mulher briguenta e implicante são muito parecidos”. Pv.25:24 afirma: “É melhor morar sozinho num quarto de pensão, do que numa bela casa, com uma mulher briguenta e implicante.”
Pv.19:13 acentua: “Um filho rebelde e tolo é a maior tristeza para um pai; para um marido, a esposa que vive discutindo. Isso incomoda como uma torneira pingando o dia inteiro”. Parece que Salomão tinha experiência abundante nesta área. Precisamos tomar cuidado com esse “pinga-pinga”, esse gotejar contínuo, com as amarguras e murmurações que destróem o relacionamento conjugal.
V – FALTA DE TEMPO: Refiro-me àquele tempo fundamental, imprescindível, que os cônjuges devem dedicar um ao outro. O comum, porém, são os maridos ativistas, consumistas; as mulheres superocupadas; os recém-casados trabalhando o dia inteiro ou estudando à noite, encontrando-se às tantas para se dar um boa noite na hora de dormir, um bom dia na hora de acordar, com mil coisas atrasadas que vão se superficializando, esfriando, se afastando. Chega um dia em que tantas foram as horas consumidas separados, que já não há mais diálogo possível. Seus balões sumiram em mudos distantes.
VI – PERDA DO ESPÍRITO ROMÂNTICO: No tempo do namoro, naquelas noites de luar, a moça romântica comentava: “como a noite está linda, a lua brilhante!” E o namorado diz: “Minha querida, mais que a lua brilham os teus olhos. As tuas faces... Tu a encantas, tu a incandesces! Vê como ela foge do teu olhar!” Aí eles se casaram. Primeiro ano de casamento, vão eles andando pela rua, e ela pensa: “Faz uma ano que ele não me diz nada!” Lua cheia, e ela arrisca: “Querido, como a lua está linda....” E ele diz: “É... é mesmo...” Ela insiste: “Quem brilha mais que a lua, querido?” E ele responde: “Há três anos passados eu já disse a você, e não estou disposto a repetir”. Dez anos depois, novamente andando juntos, ela, suspirando fundo diante da lua cheia, diz para o marido: “Meu filho... a lua está cheia, olhe que linda!” Ele interrompe: “Mulher, não seja estúpida, olhe para baixo senão vai cair no buraco!” É lamentável que o espírito romântico dos primeiros tempos tenha que ceder lugar à frieza, indiferença, falta total de sensibilidade e imaginação. Zelem por esse espírito: Cuidado para não perderem esse espírito romântico com o cônjuge.
VII – EXCESSO DE INDEPENDÊNCIA OU DEPENDÊNCIA EXCESSIVA: Um espírito autônomo, inde-pendente pode ser muito benéfico na vida do casal e da família. Pode servir de exemplo, de chamariz a personalidades fracas, indecisas, inseguras.
O que não pode haver é exagero. Há pessoas superindependentes, que vão derrubando tudo que encon-tram pelo caminho, desinteressadas dos outros, envolvidas apenas em alcançar suas metas e objetivos. Os outros que se virem! Essas pessoas fazem apenas o que lhes “dá na telha”. Numa família é inadmissível. Sem diálogo, troca idéias, discussões, é impossível a convivência – não só pacífica, como construtiva. Por outro lado, cair no excesso de depend6encia é um erro terrível. O melhor é estar preparado para ser independente, para que, chegado o momento, possa carregar-se a si próprio, levar seu fardo, decidir sobre seu destino e inclinações. Ninguém é eterno.
Entre marido e mulher o ideal é a medida certa de autonomia e dependência. Somente pelo conhecimento mútuo, o respeito e o amor é que a medida justa desse equilíbrio será alcançada.
VIII – HÁBITO DE DISCUTIR: É terrível quando o casal adquire o hábito da discussão, Discutir, queixar-se, reclamar, murmurar é como uma gripe – alastra-se pela vida do casal. É como praga, como vício. E é um ví-cio que vai dominando sorrateiramente. No começo, as pessoas envolvidas estranham, tentam reagir, se incomodam. Daí a pouco estão respondendo irritadamente, revidando, mandado de volta a ofensa. Diz-se que “quando um não quer dois não brigam”. Isto tem muito de verdade. É importante , no entanto, não apenas não responder, fazer-se desentendido, mais ainda mais: fugir àquele encontro que certamente vai trazer uma agulhada, uma provocação; evitar confrontos desnecessários; meter-se na ostra sempre que pressentir uma briga, um desentendimento. Fugir, se necessário. Nem sempre escapara sorrateiramente significa acovardar-se; muitas vezes é sintoma de tato, prudência, sabedoria.
IX – INCAPACIDADE DE INTERFERIR NUM PROBLEMA ATRAVÉS DO PERDÃO: É sugestivo que em Mt.18, Jesus trate do assunto do perdão, e logo a seguir venha o ensino sobre a questão do divórcio. Na realidade Mateus pode até então não se ter apercebido da estratégica arrumação que faz dos temas: perdão e divórcio. Mas de fato o que acontece é isto mesmo: quem não aprende cedo a lição do perdão vai acabar tendo que enfrentar a questão do divórcio no casamento.
Sem perdão, relação nenhuma a dois sobrevive.

“TRAVES DENTRO DO LAR” – Lc.10:38-42


INTRODUÇÃO: Lc.6:41 – “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que esta no teu próprio?”  O que é um argueiro? É um corpo minúsculo no ar, cisco, coisa de pouco valor.  O que uma trave? É uma viga, uma peça de madeira que auxilia a sustentação do teto de uma construção.
Vamos ver algumas traves que colocarmos em nosso lar?
ELUCIDAÇÃO: V.38 – Jesus era um hóspede querido. Ele chegou ao povoado de Betânia onde moravam duas irmãs: Marta e Maria. Marta era uma dedicada hospedeira; e logo hospedou o Senhor Jesus em sua casa; v.39 – Maria gostava de ouvir os ensinamentos do Senhor Jesus, e se quedava assentada a seus pés.
I – A TRAVE DA AGITAÇÃO E DO CORRE-CORRE: V.40
Marta estava agitada de um lado para o outro. Ela estava fazendo uma boa coisa, preparando alimento para Jesus. Ela estava ocupada com muitos serviços. Quantas vezes estamos dessa forma, com muitas ocupa-ções! Vivemos num mundo conturbado, e muitas vezes ficamos agitados no trabalho do Senhor – na igreja, nas visitas, nas reuniões. E na sua casa? Você que é mulher. Quantas coisas dependem de você! O bom andamento da casa, a alimentação, a assistência aos filhos, maridos, trabalho, tudo é responsabilidade sua. As donas de casa tem tantos afazeres, e vivem a correr de um lado para o outro. Quando chega ao fim do dia, estão exaustas, cansadas de tanto correr. Os esposos também no seu dia-a-dia é uma verdadeira correria no seus trabalhos e deveres e sofrem os conseqüências desse corre-corre, chegam em casa sem querer mais nada com ninguém, nem com a esposa nem com os filhos. O excesso de trabalho nos deixa vazios (as), frustrados(as), nervosos(as), abatidos(as).
II – A TRAVE DA CENSURA E DA MURMURAÇÃO: V.40, 41
Marta estava fazendo o trabalho, mas ficava insatisfeita ao ver sua irmã, Maria, assentada, tranqüila, deli-ciando-se com os ensinamentos de Jesus, enquanto ela fazia o serviço sozinha. E ela chegou para Jesus e disse: – “Senhor Jesus, o Senhor não se importa que Maria me deixe servir sozinha? Ordene-lhe que venha ajudar-me.” Ela murmurou, pedindo a repreensão de Jesus para Maria. Muitas vezes estamos fazendo o trabalho sozinho(as), mas com raiva, por estarmos cansados(as) e não termos ninguém para nos ajudar. E logo vem a murmuração.
V.41 – Jesus censurou Marta, dizendo: “Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas”. Quantas coisa têm-nos preocupado, inquietado? É a situação de nosso país, a recessão, a falta de emprego; é o dinheiro que não dá para suprir as necessidades da casa... Mas, o Senhor Jesus censurou Marta, dizendo que pouco é necessário, ou mesmo uma só coisa. Em Mateus, 6:33, Lemos: “Buscai, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e as outras coisas vos serão acrescentadas.”
III – A TRAVE DA FALTA DE TEMPO:
Marta não tinha tempo para conversar com Jesus. Os seus afazeres eram tantos, que ela não poderia de-sabafar, expor os seus anseios, suas dificuldades. Ela achou tempo para tudo, menos para estar com Jesus. Em um só dia temos tempo para levar os filhos de um lado para o outro, para fazermos a lida doméstica, para traba-lhar, para visitar, para ir às reuniões. Mas, não temos tempo para estar a sós com o Senhor, para falar de nossos problemas, para aprender mais da sua Palavra. A nossa vida será vitoriosa, se recebermos a instrução do Senhor a cada dia, se nos alimentarmos do “Maná”. “A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança”(Sl.25:14). Este tempo com Deus, através do estudo da palavra, da oração, de ficar quieto na presença do Senhor, nos faz crescer, nos dá sabedoria para orientarmos os nossos filhos, a nossa casa. Além disso, nos dá, também, condições para tomarmos as decisões do dia-a-dia.
IV – TRAVE DA FALTA DE DIÁLOGO:
A maior parte do ministério de Jesus foi feita através de contatos pessoas. Jesus deu a Marta o remédio para o seu perfeccionismo, para o seu ativismo, para a sua falta de valor pessoal, sua auto-imagem negativa, a-través do diálogo terapêutico com Ele. Maria estava organizando, primeiro, a sua casa interior, enquanto Marta estava preocupada com sua casa exterior. Hoje vivemos numa época quando não há mais diálogo, nem mesmo com as pessoas da própria casa. Temos tantas coisas programadas que não sobra tempo para conversarmos com os outros, para sabermos seus anseios, suas dificuldades, suas queixas, suas alegrias. É difícil encontrarmos alguém com quem desabafar. Como estão cheios os consultórios de psiquiatria e psicologia. Às vezes co-nhecemos todos na Igreja, cumprimentamos, até conversamos superficialmente. Mas será que sabemos o pro-blema do irmão, a sua necessidade, para que possamos ajudá-lo, levando-o a Deus em oração? “levai as cargas uns dos outros” (Gl.6:2). Jesus disse que Maria havia escolhido a boa parte, e esta não lhe seria tirada. Será que você tem escolhido a boa parte?

CONCLUSÃO: Vamos tirar as traves de dentro do lar, as que impendem o bom andamento da nossa vida diária, e vamos colocar as prioridades no seu devido lugar. As nossas prioridades deveriam seguir à seguinte or-dem: 1 – A nossa vida com Deus; 2 – A nossa Família; 3 – O nosso Trabalho; 4 – A nossa Igreja.

"FORÇAS CORROSIVAS E DESINTEGRADORAS DA FAMÍLIA” – Ef.2:15-21


INTRODUÇÃO: Os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas narram dois episódios quase trágicos vividos pelos apóstolos no Mar da Galiléia. Em ambos, o barco em que viajavam foi açoitado pelas ondas. Tais relatos ilustram a situação da família em nossos dias. No agitado mar da vida, ela enfrenta grande tempestade, e está sendo açoitada por ondas e marés de várias naturezas. Neste estudo examinaremos algumas dessas forças corrosivas e desintegradoras que estão atacando a família.
I – O CONSUMISMO:
A família sobre os efeitos negativos da inflação e juros altos. Mas o consumismo é um flagelo ainda maior provavelmente o verbo comprar seja o mais conjugado nos lares. A indústria e o comércio colocam diante de nós, a cada dia, novos artigos para serem comprados e consumidos. Pequenas modificações em móveis, eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos e automóveis são usadas como apelo à compra. A moda joga no fundo do armário roupas semi-novas. Sapatos em perfeita condição de uso vão parar na lixeira. E a substituição é feita por artigos que custam cada vez mais e que, em muitos caos, valem menos.
As conseqüências dessa sede insaciável de consumir tem sido desastrosas para a família. Os rendimentos do trabalho normal não são suficientes para cobrir todos os gastos. As horas de trabalho precisam ser aumentadas. As pessoas começam a buscar os “bi-cos”. O tempo para a tão necessária convivência familiar deixa de existir. Cansados, tensos e endividados, os membros da família perdem a capacidade de se relacionar amistosamente. Há muitas famílias que possuem os aparelhos mais sofisticados, os automóveis mais modernos, roupas e calçados da última moda; mas não tem paz, harmonia e nem felicidade. Faltam-lhes o amor e o respeito mútuos.
As famílias precisam, urgente, simplificar os seus hábitos, refrear a sede de consumir e redescobrir que o ser vale mais do que o ter. “A vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lc.12:15). Os bens de que a família mais necessita não podem ser adquiridos em lojas, por mais completas e sofisticadas que sejam. Os maiores bens de uma família são a comunhão com Deus, o amor, a paz e a harmonia.
II – INFLUÊNCIA NEGATIVA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO:
Existe uma interpretação materialista da vida. Isto não é novo. Nos dias de Davi já havia quem afirmasse: “não há Deus”(Sl.14:1). E o profeta Isaías se refere àqueles que ensinavam: “Comamos e bebamos, que amanhã morreremos”(Is.22:13). A história é testemunha dos esforços feitos para a divulgação de tais filosofias. Mas no nosso século ocorreu uma decisiva mudança de estratégia. Hoje os meios de comunicação apenas relatam os fatos que conduzem ao materialismo. Isto ocorre no cinema, na televisão, nos jornais, nas revistas e nos livros.
Esta nova estratégia é perigosíssima. Primeiro, porque assim os profetas do materialismo em suas variadas formas conseguem driblar nossas defesas. Certamente não permitiríamos que nossos filhos assistissem a programas de TV que pregassem o amor livre, a violência, o uso da mentira e coisas dessa natureza. Mas estamos permitindo que elas vejam tudo isto nas novelas, nos demais progra-mas a que assistem, nos livros que lêem e nas músicas que ouvem. O mais grave, porém, é que este sistema é mais eficiente do que o ensino direto e frontal. A simples exposição dos fatos, sem a emissão de qualquer juízo moral, imprime em nosso ser a idéia de que aquela é a ordem natural da vida. Se o personagem que nos impressiona usa a mentira para se sair de uma situação, passamos a achar que tal prática é natural.
Os meios de comunicação, usando a perigosíssima estratégia acima exposta, estão solapando o alicerce da família. O estilo de vida, a escala de valores e o tipo de comportamento que os meios de comunicação estão trazendo para o seio da família são incompatíveis com a vida cristã. “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e, sim, como sábios remindo o tempo.”(Ef.5:16).
III – FALTA DE ESPIRITUALIDADE:
No Antigo Testamento, no sistema patriarcal, cada família se constituía numa congregação, onde Deus era servido e adorado. O cristianismo também se desenvolveu através das famílias. A Igreja Primitiva não tinha templo; suas reuniões eram feitas nos lares. Mas hoje a falta de cultivo da vida espiritual nos lares está corroendo e desintegrando as famílias. A dificuldade começa na área individual. O excesso de atividades e o fascínio pelos programas de televisão tem roubado o tempo que devia ser gasto em leitura bíblica, meditação e oração. Normalmente as pessoas chegam cansadas em casa ao anoitecer, tomam banho e jantam já diante do televisor. Vão dormir bem tarde, quando não tem mais disposição física e mental sequer para oração. No outro dia levantam cedo e iniciam a mesma rotina. E se não há tempo para o cultivo individual da espiritualidade, muito menos haverá para o culto doméstico.
No passado o Senhor clamou: : Ouvi, ó céus, dá ouvidos, ó terra, porque o Senhor é quem fala: Criei filhos, e os engrandeci, mas eles estão revoltados contra mim. O boi conhece o seu possuidor, e o jumento o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende”(Is.1:2,3). Hoje vivemos situação idêntica. O Dr. J. A. Petersen declarou: “As minhas experiências durante os últimos anos, trabalhando em escolas públicas como professor, e ultimamente como psicólogo, e em programas evangélicos para a mocidade, me levaram a uma conclusão inevitável: Jesus Cristo é uma ‘Pessoa ausente’ na maioria dos lares ‘cristãos’”. Pertersen fala, naturalmente, do que tem observado em seu país, os Estados Unidos. Entretanto, a nossa situação não se distancia muito do que ele observou lá.

APLICAÇÃO PRÁTICA
O horizonte está negro. A atmosfera carregada. As nuvens escuras. Relâmpagos sulcam o espaço. Trovões balançam a terra. Grandes tempestades se prenuncia. E Cristo, onde está?
Nas duas ocasiões em que os discípulos se viram às voltas com a tempestade no Mar da Galiléia, Jesus estava ausente. Em uma delas, ele estava “do outro lado”(Mt.14:22). Na outra, ele “estava na popa, dormindo” (Mc.4:38). Muitas famílias estão atravessando o tempestuoso mar da vida sozinhas, pois deixaram Jesus do outro lado. Outras trouxeram Jesus no barco, mas Lhe reservam um espaço tão pequeno para atuar, que Ele não tem outra alternativa a não ser dormir. E a sua família?
Só há uma solução para a família – Cristo. Só Ele pode capacitá-la a enfrentar vitoriosamente as forças corrosivas e desintegradoras que agem contra ela. Ou a família se centraliza em Cristo, ou naufraga! E muitas já afundaram! Os corpos estão boiando, sem vida. Aparentemente estão vivos, mas, na realidade estão mortos em delitos e pecados.

"AS CINCO FORÇAS DO AMOR” – Dt.24:5


INTRODUÇÃO: O casamento é relacionamento completo e abençoado. A lei mosaica ordenava o marido proporcionar a felicidade da esposa e em caso de guerra o recém-casado era dispensado! Por um ano deveria durar sua lua de mel (Dt.24:5).
Em Provérbios se diz que o homem deve ser a benção alegre da companhia de sua amada, numa figura linda: “bebe água da tua própria cisterna”, abraça amorosamente sua amada.
Só a demonstração de amor tornará o casamento um lugar abençoado: Mas de que vocês poderão de-monstrar amor? A maioria pensa que a suprema demonstração de amor seja sua expressão erótica, sexual. Ora, o sexo deve ser o ápice de uma relação feliz.
A idéia de que as “nossas diferenças desfazem em cima da cama” é mentirosa. Sexo sem amor é violên-cia... Alguém disse sabiamente que a boa relação sexual começa no bom dia amoroso do café matinal. Mas co-mo demonstrar este amor? A primeira coisa que fortalece o amor é:

I – ATENÇÃO: Quem ama presta atenção! Um certo humorista disse que quando um casal conversa e ambos engole cada palavra do outro, não são casados – que tristeza! Você já ouviu falar da “grande face de pe-dra”? Eu me casei com ela; meu cônjuge não ouve nem fala... tente notar, não seja essa face.
Preste atenção; em muitos casamentos, em muitas casas, os gritos demonstram que a surdez desamoro-sa atingiu a nossa família. Os gritos são expressão de corações apaixonados vivendo nos desertos da afeição.
É duro ser um “João ninguém” dentro de casa! Entra, sai e ninguém nota ou vê...
Maridos que prestam atenção nos carros, nas coisas, nos jornais e não conseguem ver, olhar nos olhos da amada! Ela só me nota quando adoeço? Que dia ela faz aniversário?
A segunda coisa que enfeita o casamento na administração do amor é:

II – ACEITAÇÃO: Uma das necessidades básicas do indivíduo é ser aceito, é ter seu valor especial. Após alguns anos de casado, ou meses, acontecem em muitos pares, as descobertas dos seus defeitos.
Eu não conhecia você direito, você é diferente: aí, vem a tentação de mudar o cônjuge. Esta tentativa inú-til, o máximo que faz é, muitas vezes, lançar o outro nos braços estranhos.
ACEITE – é uma graça que Deus nos deu! Quando uma pessoa não aceita a gente, fica difícil agradá-la! Ela fica distante. Quando há aceitação, há amor.
Como é fácil achar defeitos nos outros: E é um abismo sem fundo, um defeito puxa o outro... Se os dentes não são bonitos, a boca é contorcida, o rosto é defeituoso e ai vai... Para quem aceita, até os defeitos se trans-formam em virtudes... mas o casamento fica forte, quando a demonstração de amor se manifesta em:

III – AFEIÇÃO: Atitudes pequenas, pequenas coisas, podem prender o gigante. São detalhes que encan-tam nos romances das belas e as feras... Atitudes nobres, carinho, fazem o feio irresistível... Exemplo são os hor-rorosos mostrengos criados para as crianças: os fofões, os “babys” dos dinossauros... porque são amados? Que-ridos? Porque geralmente fazem-se símbolos de carinho, delicadeza.
Há casais que guardam no guarda-roupa os beijos e os abraços, os carinhos e a afeição. Pegou o peixe, joga a isca fora... Não podem curtir uma vida completa a dois... Quantos homens e mulheres carentes de afeição!
Não pense que sua esposa ou marido não liga para isto. Você pode acordar num pesadelo! Sejam afetu-osos: esbanjem carinhos!
Uma Quarta maneira de expressar o amor é:

IV – ADMIRAÇÃO: Certo humorista disse que podia viver dois meses sustentado com um bom elogio.
Para cada palavra negativa, só quatro positivas conseguem equilíbrio.
A mulher nasceu para o elogio. Ela precisa da boa palavra, quase mais que ao almoço... Mas uma palavra alegre, forte e bonita, faz bater o coração do homem e faz brilhar os seus olhos intensamente. Provérbios 31, mostra como um marido bem sucedido fala bem de sua esposa. Concentra-se nas virtudes.
Pare, mergulhe nos lindos olhos, no belo sorriso, na doce voz, e se deixe perder pela esfuziante contem-plação da amada, do amado. Mostre que você cultiva, curte; e evidencie o que você acha forte na pessoa amada. Se você não admirar o que é seu, esteja certo; outros admirarão...
Finalmente, demonstre seu amor na procura de:

V – ATIVIDADES: A vida a dois deve ser interessante também. Depois que vem os filhos, parece que o tempo desaparece e fazer alguma coisa juntos fica difícil... Procure estar juntos para atividades alegres, sós a dois.
A gente que é casado, deve procurar enamorar-se sempre. Ir à igreja juntos, aos parques, fazer um pas-seio. Procurem atender ao prazer do outro. Sejam amigos... Há muitos casamentos que poderiam ser lindos, fe-lizes, se estivessem levado em conta a Atenção – Aceitação – Afeição – Admiração e as Atividades.
Russel Conwell conta de Ali Hafed, que possuía uma linda fazenda. Um dia um monge budista visitou-o, falou da criação e terminou falando dos diamantes: “gotas de raios de sol congeladas” e Ali Hafed se sentiu po-bre... Vendeu sua fazenda e foi ao mundo atrás dos diamantes: Palestina, Europa, Barcelona, Espanha... Morreu na Espanha pobre e infeliz por não ter encontrado o que procurava. O homem que comprou sua fazenda desco-briu as minas de Colconda! Os mais lindos diamantes do mundo.
Sua riqueza está sempre perto de você; sua esposa, seu marido, sua casa e seus filhos. Jesus nos faz vê-las! Pelo seu amor podemos admirá-las e tornar nosso lar um pedaço do céu.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

SOBRE A COMUNHÃO COM JESUS


I João é a epístola da comunhão. Trata-se de uma carta de família, escrita para os filhos de Deus. Tal comunhão, portanto, verifica-se exclusivamente entre a pessoa salva e Deus, enquanto que a pessoa não salva fica inteiramente de fora.
A palavra "andarmos" (1:7) vem de um vocábulo grego que aparece num manuscrito do segundo século, na sentença "Estou andando num estado fora da graça." É evidente que tal termo se refere à conduta. Nossa conduta consiste de nossos pensamentos, palavras e ações. A ação dessa palavra, no original, é contínua — "Se, porém, estivermos constantemente andando na luz". A experiência normal do crente deve ser exatamente essa, uma vida de constante conformidade com a Palavra de Deus.
A palavra traduzida "comunhão" no grego significa "ter algo em comum com". A base da comunhão humana é uma natureza em comum. Um artista e um trabalhador braçal não têm comunhão por não terem uma natureza em comum, porém, dois artistas podem ter comunhão, pois suas naturezas são a mesma. Semelhante é a comunhão do homem com Deus. Se um homem tiver de ter comunhão com Deus, precisa ter uma natureza em comum com Ele. No entanto, o homem por natureza está sujeito à ira (Efésios 2:3). Porém, em resposta à fé no Senhor Jesus como Sal¬vador, ele é feito participante da natureza divina (II Pedro 1:4), ficando assim dotado de uma natureza em comum com Deus. Como resultado disso, tem gostos e desprazeres em comum com Deus. O crente que ama aquilo que Jesus ama, e que aborrece aquilo que Jesus aborrece, tem comunhão com Ele. A pessoa que ama aquilo que Jesus aborrece, a saber, o pecado, não tem comunhão com Ele.
A comunhão aqui referida não é entre dois crentes, mas entre o crente e Deus, pois o tema do livro (1:3) "A Comunhão do Crente com Deus", e a análise da secção em que se encontra esse versículo "Condição de Comunhão com Deus: Andar na Luz" requerem o segundo sentido.
Novamente, as palavras "uns com os outros" se derivam de um pronome recíproco no grego. Isso fala em reciprocidade, o ato de dois indivíduos que consagram um ao outro um amor mútuo. Essa comunhão não é apenas da parte do santo para com Jesus, mas também é da parte do Senhor Jesus para com o santo.
A palavra "purifica" no grego fala de uma ação em processo. O sangue de Jesus está continuamente purificando-nos de nossos pecados.
A tradução mais ampla ou livre seria: "Se estivermos constantemente andando na luz, como ele mesmo está na luz, estaremos tendo comunhão constante um com o outro, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, está continuamente a nos purificar de todo pecado".