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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A AUTÓPSIA DE JESUS


A revista IstoÉ de 20 de Fevereiro de 2008 trouxe como matéria de capa “A autópsia de Jesus”. E abre a matéria assim: “De duas, uma: sempre que a ciência se dispõe a estudar as circunstâncias da morte de Jesus Cristo, ou os pesquisadores enveredam pelo ateísmo e repetem conclusões preconcebidas ou se baseiam exclusivamente nos fundamentos teóricos dos textos bíblicos e não chegam a resultados práticos. O médico legista americano Frederick Zugibe, um dos mais conceituados peritos criminais em todo o mundo e professor da Universidade de Columbia, acaba de quebrar essa regra. Ele dissecou a morte de Jesus com a objetividade científica da medicina, o que lhe assegurou a imparcialidade do estudo. Temente a Deus e católico fervoroso, manteve ao longo do trabalho o amor, a devoção e o respeito que Cristo lhe inspira. Zugibe, 76 anos, juntou ciência e fé e atravessou meio século de sua vida debruçado sobre a questão da verdadeira causa mortis de Jesus. Escreveu três livros e mais de dois mil artigos sobre esse tema, todos publicados em revistas especializadas, nos quais revela como foi a crucificação e quais as conseqüências físicas, do ponto de vista médico, dos flagelos sofridos por Cristo durante as torturantes 18 horas de seu calvário. O interesse pelo assunto surgiu em 1948 quando ele estudava biologia e discordou de um artigo sobre as causas da morte de Jesus. Desde então, não mais deixou de pesquisar e foi reconstituindo com o máximo de fidelidade possível a crucificação de Cristo. Nunca faltaram, através dos séculos, hipóteses sobre a causa clínica de sua morte. Jesus morreu antes de ser suspenso na cruz? Morreu no momento em que lhe cravaram uma lança no coração? Morreu de infarto? O médico legista Zugibe é categórico em responder ‘não’. E atesta a causa mortis: Jesus morreu de parada cardiorrespiratória decorrente de hemorragia e perda de fluidos corpóreos (choque hipovolêmico), isso combinado com choque traumático decorrente dos castigos físicos a ele infligidos. …
“O ponto de partida é o Jardim das Oliveiras”, prossegue o texto, “quando Jesus se dá conta do sofrimento que se avizinha: condenação, açoitamento e crucificação. Relatos bíblicos revelam que nesse momento ‘o seu suor se transformou em gotas de sangue que caíram ao chão’. A descrição (feita pelo apóstolo Lucas, que era médico) condiz, segundo o legista, com o fenômeno da hematidrose, raro na literatura médica, mas que pode ocorrer em indivíduos que estão sob forte stress mental, medo e sensação de pânico. As veias das glândulas sudoríparas se comprimem e depois se rompem, e o sangue mistura-se então ao suor que é expelido pelo corpo.
“Fala-se sempre das dores físicas de Jesus, mas o seu tormento e sofrimento mental, segundo o autor, não costumam ser lembrados e reconhecidos pelos cristãos: ‘Ele foi vítima de extrema angústia mental e isso drenou e debilitou a sua força física até a exaustão total.’ Zugibe cita um trecho das escrituras em que um apóstolo escreve: ‘Jesus caiu no chão e orou.’ Ele observa que isso é uma indicação de sua extrema fraqueza física, já que era incomum um judeu ajoelhar-se durante a oração. A palidez com que Cristo é retratado enquanto está no Jardim das Oliveiras é um reflexo médico de seu medo e angústia: em situações de perigo, o sistema nervoso central é acionado e o fluxo sangüíneo é desviado das regiões periféricas para o cérebro, a fim de aguçar a percepção e permitir maior força aos músculos. É esse desvio do sangue que causa a palidez facial característica associada ao medo. Mas esse era ainda somente o começo das 18 horas de tortura. Após a condenação, Jesus é violentamente açoitado por soldados romanos por ordem de Pôncio Pilatos, o prefeito de Judéia. Para descrever com precisão os ferimentos causados pelo açoite, Zugibe pesquisou os tipos de chicotes que eram usados no flagelo dos condenados. Em geral, eles tinham três tiras e cada uma possuía na ponta pedaços de ossos de carneiro ou outros objetos pontiagudos. A conclusão é que Jesus Cristo recebeu 39 chibatadas (o previsto na chamada Lei Mosaica), o que equivale na prática a 117 golpes, já que o chicote tinha três pontas. As conseqüências médicas de uma surra tão violenta são hemorragias, acúmulo de sangue e líquidos nos pulmões e possível laceração no baço e no fígado. A vítima também sofre tremores e desmaios. ‘A vítima era reduzida a uma massa de carne, exaurida e destroçada, ansiando por água’, diz o legista.”
Depois de descrever a dor lancinante causada pela coroa de espinhos, Zugibe afirma que ao chegar ao local de Sua morte, as mãos de Jesus foram pregadas à cruz com pregos de 12,5 centímetros de comprimento. “Esses objetos perfuraram as palmas de Suas mãos, pouco abaixo do polegar, região por onde passam os nervos medianos, que geram muita dor quando feridos. Já preso à trave horizontal, Cristo foi suspenso e essa trave, encaixada na estaca vertical. Os pés de Jesus foram pregados na cruz, um ao lado do outro, e não sobrepostos – mais uma vez, ao contrário do que a arte e as imagens representaram ao longo de séculos. Os pregos perfuraram os nervos plantares, causando dores lancinantes e contínuas.”
Segundo IstoÉ, “a teoria mais propagada é a da morte por asfixia, mas ela jamais foi testada cientificamente. … Zugibe classifica essa tese de ‘indefensável’ sob a perspectiva médica. Os exemplos do Exército ou do campo de concentração não valem porque os prisioneiros eram suspensos com os braços diretamente acima da cabeça e as pernas ficavam soltas no ar. Não é possível comparar isso à crucificação, na qual o condenado é suspenso pelos braços num ângulo de 65 a 70 graus do corpo e tem os pés presos à cruz, o que lhe dá alguma sustentação. Experimentos feitos com voluntários atados com os braços para o alto da cabeça mostraram que, em poucos minutos, eles ficaram com capacidade vital diminuída, pressão sangüínea em queda e aumento na pulsação. O radiologista austríaco Ulrich Moedder [afirma] que esses voluntários não suportariam mais de seis minutos naquela posição sem descansar. Pois bem, Jesus passou horas na cruz.”
A revista constata que “Zugibe usa sempre letras maiúsculas nos pronomes que se referem a Jesus e se vale de citações bíblicas revelando a sua fé. Indagado por IstoÉ sobre a sua religiosidade, ele diz que os seus estudos aumentaram a sua crença em Deus: ‘Depois de realizar os meus experimentos, eu fui às escrituras. É espantosa a precisão das informações.’ Ao final dessa viagem ao calvário, Zugibe faz o que chama de ’sumário da reconstituição forense’. E chega à definitiva causa mortis de Jesus, em sua científica opinião: ‘Parada cardíaca e respiratória, em razão de choque traumático e hipovolêmico, resultante da crucificação.’”

MÉDICO FRANCÊS REVELA PASSO A PASSO SOFRIMENTO DE JESUS NA CRUZ


Sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei anatomia a fundo. Posso, portanto escrever sem presunção a respeito de morte como aquela, a morte de Jesus.
Jesus entrou em agonia no Getsemani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra´. O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas. E o faz com a precisão de um clínico.
O suar sangue, ou ´hematidrose´, é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo.
O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.
Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes.
Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos.
Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferentes estaturas. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue.

A cada golpe Jesus reage tem um sobressalto de dor
A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.
Depois vem o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).
Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da cruz; pesa uns cinqüenta quilos.
A estaca vertical já está plantada sobre o calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas.
O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.
Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou ma atadura de gaze de uma grande ferida percebe do que se trata.

O fio de tecido adere à carne viva
Cada fio de tecido adere à carne viva: ao arrancarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim.
O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pé e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos.
Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apoiam-no sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. O nervo mediano foi lesado.
Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro. A dor mais insuportável que um homem pode provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos: provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não.
O nervo é destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas.
O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; conseqüentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical.
Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos penetram o crânio.
A cabeça de Jesus inclina-se para a frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudas de dor.
Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebe desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede.

Tudo aquilo é uma tortura atroz
Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Ele não bebe. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos, se curvam.
É como acontece a alguém ferido de tétano. A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios.
A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianótico.
Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita.
Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial.
Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: ´Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem´.
Logo em seguida o corpo começa a afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés. Inimaginável!
Atraídas pelo sangue que ainda escorre e pelo coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas ele não pode enxotá-las. Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura diminui.
Logo serão três da tarde, depois de uma tortura que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancam um lamento: ´Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?´. Jesus grita: ´Tudo está consumado!´. Em seguida num grande brado diz: ´Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito´. E morre. Em meu lugar e no seu.

O QUE ERA A FLAGELAÇÃO QUE JESUS SOFREU ANTES DE SER CRUCIFICADO?


Os pesquisadores acreditam que esta foi uma das mais terríveis provações que Jesus passou antes de ir para a cruz. A flagelação era considerada o segundo pior castigo, perdia apenas para a crucificação. Nela o réu era despido de suas vestes e homens treinados o chicoteavam com chicotes especiais conhecidos como flagrum.

Geralmente o resultado era que o réu desmaiava de dor. Eles “acordavam-no" para continuar com o tormento. O chicote abria profundos rasgos no corpo, o que gerava perda de sangue e o deixava em “carne viva”. Muitas vezes os golpes certeiros dados em uma mesma área provocavam a laceração dos músculos. Áreas sensíveis como o fígado, artérias do pescoço e coração podiam sofrer danos irreversíveis, o que podia provocar a morte do réu.

Os estudiosos acreditam que a flagelação de Jesus deve ter sido particularmente terrível, por alguns motivos:

a) Os mercenários que compunham o exército romano na região eram originários principalmente da Síria, da Samária e de outras regiões próximas. Em comum eles tinham o ódio pelos judeus. Portanto, quando eles tiveram que flagelar o “rei dos Judeus” eles devem ter feito isto com uma violência especial.

b) O fato deles terem colocado a coroa de espinhos em Jesus demonstra o quanto eles queriam que ele sofresse.

c) O fato de Jesus não ter conseguido carregar a cruz, caindo várias vezes, demonstra o quanto sua saúde já estava comprometida. Entre as várias causas desta fraqueza se destaca a flagelação.

Não se sabe a real extensão dos danos causados ao Seu corpo por esta punição. Mas, com certeza, o Mestre saiu deste massacre com Sua saúde e Sua resistência seriamente comprometidas.

ARQUEOLOGIA BÍBLICA



ARQUEOLOGIA BÍBLICA: O QUE SIGNIFICA?
A arqueologia bíblica pode ser definida como um exame de artefatos antigos outrora perdidos e hoje recuperados e que se relacionam ao estudo das Escrituras e à caracterização da vida nos tempos bíblicos.
A arqueologia auxilia-nos a compreender a Bíblia. Ela revela como era a vida nos tempos bíblicos, o que passagens obscuras da Bíblia realmente significam, e como as narrativas históricas e os contextos bíblicos devem ser entendidos.
A Arqueoloia também ajuda a confirmar a exatidão de textos bíblicos e o conteúdo das Escrituras. Ela tem mostrado a falsidade de algumas teorias de interpretação da Bíblia. Tem auxiliado a estabelecer a exatidão dos originais gregos e hebraicos e a demonstrar que o texto bíblico foi transmitido com um alto grau de exatidão. Tem confirmado também a exatidão de muitas passagens das Escrituras, como, por exemplo, afirmações sobre numerosos reis e toda a narrativa dos patriarcas.
Não se deve ser dogmático, todavia, em declarações sobre as confirmações da arqueologia, pois ela também cria vários problemas para o estudante da Bíblia. Por exemplo: relatos recuperados na Babilônia e na Suméria descrevendo a criação e o dilúvio de modo notavelmente semelhante ao relato bíblico deixaram perplexos os eruditos bíblicos. Há ainda o problema de interpretar o relacionamento entre os textos recuperados em Ras Shamra (uma localidade na Síria) e o Código Mosaico. Pode-se, todavia, confiantemente crer que respostas a tais problemas virão com o tempo.
A verdade é que, até o presente não houve um caso sequer em que a arqueologia tenha demonstrado definitiva e conclusivamente que a Bíblia estivesse errada!
Por Que Antigas Cidades e Civilizações Desapareceram

Sabemos que muitas civilizações e cidades antigas desapareceram como resultado do julgamento de Deus. A Bíblia está repleta de tais indicações. Algumas explicações naturais, todavia, também devem ser brevemente observadas.
As cidades eram geralmente construídas em lugares de fácil defesa, onde houvesse boa quantidade de água e próximo a rotas comerciais importantes. Tais lugares eram extremamente raros no Oriente Médio antigo. Assim, se alguma catástrofe produzisse a destruição de uma cidade, a tendência era reconstruir na mesma localidade. Uma cidade podia ser amplamente destruída por um terremoto ou por uma invasão. Fome ou pestes podiam despovoar completamente uma cidade ou território. Nesta última circunstância, os habitantes poderiam concluir que os deuses haviam lançado sobre o local uma maldição, ficando assim temerosos de voltar. Os locais de cidades abandonadas reduziam-se rapidamente a ruínas. E quando os antigos habitantes voltavam, ou novos moradores chegavam à região, o hábito normal era simplesmente aplainar as ruínas e construir uma nova cidade. Formava-se, assim, pequenos morros ou taludes, chamados de tell, com muitas camadas superpostas de habitação. Às vezes, o suprimento de água se esgotava, rios mudavam de curso, vias comerciais eram redirecionadas ou os ventos da política sopravam noutra direção - o que resultava no permanente abandono de um local.

A Escavação de um Sítio Arqueológico

O arqueólogo bíblico pode ser dedicar à escavação de um sítio arqueológico por várias razões. Se o talude que ele for estudar reconhecidamente cobrir uma localidade bíblica, ele provavelmente procurará descobrir as camadas de ocupações relevantes à narrativa bíblica. Ele pode estar procurando uma cidade que se sabe ter existido mas ainda não foi positivamente identificada. Talvez procure resolver dúvidas relacionadas à proposta identificação de um sítio arqueológico. Possivelmente estará procurando informações concernentes a personagens ou fatos da história bíblica que ajudarão a esclarecer a narrativa bíblica.
Uma vez que o escavador tenha escolhido o local de sua busca, e tenha feito os acordos necessários (incluindo permissões governamentais, financiamento, equipamento e pessoal), ele estará pronto para começar a operação. Uma exploração cuidadosa da superfície é normalmente realizada em primeiro lugar, visando saber o que for possível através de pedaços de cerâmica ou outros artefatos nela encontrados, verificar se certa configuração de solo denota a presença dos resto de alguma edificação, ou descobrir algo da história daquele local. Faz-se, sem seguida, uma mapa do contorno do talude e escolhe-se o setor (ou setores) a ser (em) escavado (s) durante uma sessão de escavações. Esses setores são geralmente divididos em subsetores de um metro quadrado para facilitar a rotulação das descobertas.

A Arqueologia e o Texto da Bíblia

Embora a maioria das pessoas pense em grandes monumentos e peças de museu e em grandes feitos de reis antigos quando se faz menção da arqueologia bíblica, cresce o conhecimento de que inscrições e manuscritos também têm uma importante contribuição ao estudo da Bíblia. Embora no passado a maior parte do trabalho arqueológico estivesse voltada para a história bíblica, hoje ela se volta crescentemente para o texto da Bíblia. O estudo intensivo de mais de 3.000 manuscritos do N.T. grego, datados do segundo século da era cristão em diante, tem demonstrado que o N.T. foi notavelmente bem preservado em sua transmissão desde o terceiro século até agora. Nem uma doutrina foi pervertida. Westcott e Hort concluíram que apenas uma palavra em cada mil do N.T. em grego possui uma dúvida quanto à sua genuinidade. Uma coisa é provar que o texto do N.T. foi notavelmente preservado a partir do segundo e terceiro séculos; coisa bem diferente é demonstrar que os evangelhos, por exemplo, não evoluíram até sua forma presente ao longo dos primeiros séculos da era cristã, ou que Cristo não foi gradativamente divinizado pela lenda cristã. Na virada do século XX uma nova ciência surgiu e ajudou a provar que nem os Evangelhos e nem a visão cristã de Cristo sofreram evoluções até chegarem à sua forma atual. B. P. Grenfell e A. S. Hunt realizaram escavações no distrito de Fayun, no Egito (1896-1906), e descobriram grandes quantidades de papiros, dando início à ciência da papirologia. Os papiros, escritos numa espécie de papel grosseiro feito com as fibras de juncos do Egito, incluíam uma grande variedade de tópicos apresentados em várias línguas. O número de fragmentos de manuscritos que contêm porções do N.T. chega hoje a 77 papiros. Esses fragmentos ajudam a confirmar o texto feral encontrado nos manuscritos maiores, feitos de pergaminho, datados do quarto século em diante, ajudando assim a forma uma ponte mais confiável entre os manuscritos mais recentes e os originais.

O impacto da papirologia sobre os estudos bíblicos foi fenomenal. Muitos desses papiros datam dos primeiros três séculos da era cristã. Assim, é possível estabelecer o desenvolvimento da gramática nesse período, e, com base no argumento da gramática histórica, datar a composição dos livros do N.T. no primeiro século da era cristã. Na verdade, um fragmento do Evangelho de João encontrado no Egito pode ser paleograficamente datado de aproximadamente 125 AD! Descontado um certo tempo para o livro entrar em circulação, deve-se atribuir ao quarto Evangelho uma data próxima do fim do primeiro século - é exatamente isso que a tradição cristã conservadora tem atribuído a ele. Ninguém duvida que os outros três Evangelhos são um pouco anteriores ao de João. Se os livros do N.T. foram produzidos durante o primeiro século, foram escrito bem próximo dos eventos que registram e não houve tempo de ocorrer qualquer desenvolvimento evolutivo.

Todavia, a contribuição dessa massa de papiros de todo tipo não pára aí. Eles demonstram que o grego do N.T. não era um tipo de linguagem inventada pelos seus autores, como se pensava antes. Ao contrário, era, de modo geral, a língua do povo dos primeiros séculos da era cristã. Menos de 50 palavras em todo o N.T. foram cunhadas pelo apóstolos. Além disso, os papiros demonstraram que a gramática do N.T. grego era de boa qualidade, se julgada pelos padrões gramaticais do primeiro século, não pelos do período clássico da língua grega. Além do mais, os papiros gregos não-bíblicos ajudaram a esclarecer o significado de palavras bíblicas cujas compreensão ainda era duvidosa, e lançaram nova luz sobre outras que já eram bem entendidas.

Até recentemente, o manuscrito hebraico do A.T. de tamanho considerável mais antigo era datado aproximadamente do ano 900 da era cristã, e o A.T. completo era cerca de um século mais recente. Então, no outono de 1948, os mundos religioso e acadêmico foram sacudidos com o anúncio de que um antigo manuscrito de Isaías fora encontrado numa caverna próxima à extremidade noroeste do mar Morto. Desde então um total de 11 cavernas da região têm cedido ao mundo os seus tesouros de rolos e fragmentos. Dezenas de milhares de fragmentos de couro e alguns de papiro forma ali recuperado. Embora a maior parte do material seja extrabíblico, cerva de cem manuscritos (em sua maioria parciais) contêm porções das Escrituras. Até aqui, todos os livros do A.T., exceto Éster, estão representados nas descobertas. Como se poderia esperar, fragmentos dos livros mais freqüentemente citados no N.T. também são mais comuns em Qumran (o local das descobertas). Esses livros são Deuteronômio, Isaías e Salmos. Os rolos de livros bíblicos que ficaram melhor preservados e têm maior extensão são dois de Isaías, um de Salmos e um de Levítico.

O significado dos Manuscritos do Mar Morto é tremendo. Eles fizeram recuar em mais de mil anos a história do texto do A.T. (depois de muito debate, a data dos manuscritos de Qumran foi estabelecida como os primeiros séculos AC e AD). Eles oferecem abundante material crítico para pesquisa no A.T., comparável ao de que já dispunham há muito tempo os estudiosos do N.T. Além disso, os Manuscritos do Mar Morto oferecem um referencial mais adequado para o N.T., demonstrando, por exemplo, que o Evangelho de João foi escrito dentro de um contexto essencialmente judaico, e não grego, como era freqüentemente postulado pelos estudiosos. E ainda, ajudaram a confirma a exatidão do texto do A.T. A Septuaginta, comprovaram os Manuscritos do Mar Morto, é bem mais exata do que comumente se pensa. Por fim, os rolos de Qumran nos ofereceram novo material para auxiliar na determinação do sentido de certas palavras hebraicas.

ELE FOI FERIDO


Feridas, de acordo com a definição de um cirurgião, são divisões das partes macias do corpo por força mecânica aplicada externamente. Estas feridas são classificadas por diferentes características. São elas: CONTUSÃO, LACERAÇÃO, PENETRAÇÃO, PERFURAÇÃO E INCISÃO. Na notável afirmação de Isaías, "Ele foi ferido" (Cap. 53:5), estão incluídos cada um destes cinco tipos de feridas, conforme observamos também pelo exame das escrituras concernentes aos sofrimentos de nosso Senhor Jesus Cristo.

1)- CONTUSÃO.
É produzida pelo ato de golpear com um objeto sem fio, tal como a "cana" mencionada em Mateus 27:30, e as "bofetadas" ou "punhadas" no cap. 26:67. Isso foi predito pelo profeta Miquéias no cap. 5:1: "... ferirão com a vara no queixo ao juiz de Israel...", e foi comprido perfeitamente conforme lemos nos evangelhos: "Então cuspiram-lhe no rosto e lhe davam punhadas, e outros os esbofeteavam" (Mt. 26:67); "E cuspindo nele, tiraram-lhe a cana, e batiam-lhe com ela na cabeça" (Mt.27:30); e ainda "...um dos criados que ali estavam deu uma bofetada em Jesus..." (Jo. 18:22).

2)- LACERAÇÃO.
A laceração é produzida por um instrumento que tem o efeito de rasgar ou romper a pele. A laceração dos tecidos da pele era o resultado dos açoites, um método de punição que os romanos usavam com tanta perícia nos dias em que o Senhor andou neste mundo. O instrumento usado para açoitar pelos romanos era uma espécie de chicote de várias cordas, ou correias de couro com pedaços de metal ou marfim presos às pontas. É fácil imaginar o tipo de dor e tortura que tal instrumento infringia. Este sofrimento é bem expressado nas palavras proféticas do salmista: "os lavradores araram sobre as minhas costas: compridos fizeram seus sulcos" (Sl. 129:3).

A tortura, a laceração, e a conseqüente perda de sangue, freqüentemente resultavam na morte da vítima. Entretanto, os açoites, ainda que parte dos sofrimentos do Senhor, não foram, contudo, a causa de sua morte. Mas tais açoites já haviam sido profetizados também pelo profeta Isaías no cap. 50:6: "as minhas costas dou aos que me ferem...", e esta profecia encontrou seu pleno cumprimento em Mateus 27:26, e em João 19:1, onde lemos: "Pilatos, pois, tomou então a Jesus, e o açoitou". Lembremo-nos de que foi sobre suas costas laceradas que Ele carregou a cruz, enquanto se dirigia ao lugar chamado, A Caveira.

3)- PENETRAÇÃO.
Este é um sofrimento causado por um instrumento de ponta aguda. O Senhor Jesus sofreu, também, este tipo de ferimento quando os homens ímpios em sua crueldade o coroaram com espinhos. Os espinhos de Jerusalém eram grandes o suficiente para penetrar até quatro polegadas, à medida que os soldados lhe batiam com a cana na cabeça (Mt. 27:29, 30; Jo. 19:2).

4)- PERFURAÇÃO.
Perfuração tem sua origem no latim que significa "traspassar" ou "furar através". Davi, no Salmo 22:16, também profetizou sobre este tipo de sofrimento ligado com o Messias: "...traspassaram-me as mãos e os pés". Os terríveis cravos de ferro atravessaram suas santas mãos e pés entre os ossos, separando-os, mas não quebrando-os. A crucificação não era praticada como punição capital entre os judeus, portanto, as palavras de Davi no Salmo 22 deveriam ter confundido o escritor, bem como os leitores. Entretanto, para Aquele que conhecia o fim antes do começo, o jugo dos romanos sobre os judeus na época do advento do Messias, e a agonizante morte por crucificação do Messias eram-lhe bem conhecidos. Sim, as palavras proféticas de Isaías 53:5 estavam sempre diante Dele: "...Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades...".

5)- INCISÃO.
A incisão nos é descrita como um corte produzido por uma lâmina afiada. Lemos em João 19:34, "contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água". Esta ferida foi-lhe causada após a Sua morte. O soldado romano queria certificar-se de que qualquer vestígio de vida que houvesse estaria, assim, definitivamente extinguido.

Como este ato não foi a causa de sua morte, pois Ele já havia morrido, contudo serviu para assegurar a todos os homens que sua morte havia efetivamente acontecido, servindo, também, para dar cumprimento à profecia que diz: "...e olharão para mim, a quem traspassaram..." (Zc. 12:10).

Daquela ferida tão grande que Tomé podia colocar nela a sua mão "...logo saiu sangue e água, e aquele que o viu testificou, e o seu testemunho é verdadeiro" (Jo. 19:34,35). Esta visão despertou o interesse de João, e deve despertar o nosso também. O sangue fluiu do coração do Senhor, e a água fluiu do "pericárdio". O pericárdio é uma espécie de bolsa fechada que envolve o coração e é lubrificada por uma pequena quantidade de líquido de cerca de uma colher de chá para facilitar os movimentos do coração. Alguém poderia perguntar: como João poderia enxergar uma tão pequena quantidade de água? A resposta seria que, segundo a patologia médica, esta pequena quantidade de líquido aumenta em vinte e quatro vezes a sua medida quando a agonia da morte é prolongada. Assim sendo, aquele líquido é um eloqüente testemunho dos intensos sofrimentos de nosso Senhor na cruz.

E o que diremos do fato que, contrário à natureza, fluiu sangue de quem já estava morto? Não serve isso para mostrar que Ele na sua morte "venceu a morte", e "sua alma não viu a corrupção"?

Este último ferimento infringido no corpo santo do Senhor traz-nos, também, a maravilhosa proclamação de purificação e redenção. Isaías 1:6 apresenta Israel aos olhos de Deus totalmente enfermo: "desde a planta do pé até a cabeça não há nele cousa sã, senão feridas...". Da mesma forma o Senhor é visto na cruz quando tomou sobre si a iniqüidade de nós todos, como ferido da cabeça aos pés. "Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades; e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido"

Que a contemplação destas feridas causadas no nosso Senhor Jesus Cristo na cruz possa atrair nossos corações a Ele em profundo amor, e que possamos como Tomé adorá-lo, e aclamá-lo como "Senhor meu e Deus meu"! (João 21:28).

(Texto extraído e traduzido da revista "Truth & Tidings" - Abril, 1982. pág. 100)

Gritou: "Fogo!" Mas ninguém acreditou nele...



Há muitos anos houve uma verdadeira catástrofe num teatro de uma cidade no sul da França. Já tinha terminado o primeiro ato do espetáculo. O público estava impa¬ciente, esperando que a cortina se levantasse e começasse o segundo ato. De repente, o ator principal, que era muito popular, apareceu no palco e com uma voz de desespero gritou: "Fogo! Fogo!"
O público pensou que aquilo fazia parte da peça teatral e gritou: "Muito bem", aplaudindo a seguir. Com suas exclamações e aplausos o público encobria a voz dramática do ator que, com mais força, continuava gritando: "Fogo! Fogo!" O auditório continuou aplaudindo entusiasticamente. O ator prosseguiu gritando: "É verdade! O teatro está pegando fogo!" Suas palavras continuaram sendo encobertas pelos aplausos do público, que cria que aquilo fazia parte da função.
Finalmente, o dono do teatro apareceu no palco e abriu a cortina, surgindo atrás as chamas vorazes, e exclamou: "Por que não quiseram crer? O teatro está em chamas! Vejam!"
Não é difícil imaginar o pâni¬co que se apoderou do público ao ver a realidade do incêndio e ao ver que as chamas e a fumaça se propagavam rapidamente, ameaçan¬do abrasá-los. Seguiu-se uma confusão terrível: homens, mulheres e crianças, desesperados, procura¬vam as portas, atropelando-se uns aos outros. Que gritos de desespero e de agonia se ouviam! Muitos pereceram e bem poucos escaparam sem ficar mutilados ou feridos gravemente.
Nestes últimos tempos há muitos que também não querem crer em outro fogo ainda mais terrível do que aquele do qual temos estado falando. Este outro fogo é o do Inferno. Não querem crer no castigo eterno - o destino que terá o pecador que não se arrepende e recebe a Cristo. Os fiéis servos de Deus repetem as palavras do Senhor Jesus Cristo, mas os homens não querem crer nelas.
Amigo, não se engane. A negação da eternidade é a mentira de Satanás. Existe a ira vindoura (1ª Tessalonicenses 1.10; Mateus 3.7). Existe a pena da perdição eter¬na, longe da presença do Senhor (2ª Tessalonicenses 1.9) naquele lugar onde o fogo não se apaga (Marcos 9.43-48) e onde o sofrimento não termina. Existe o lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte (Apocalipse 21.8).
Escape, para seu próprio bem! Fuja da ira que está para vir! E agora ou nunca mais! É agora e não depois! Além da morte não há purgatório e nem arrependimento. Além da sepultura não há restauração e nem esperança.
Mas eis agora e aqui está a porta de escape! Eis agora e aqui está a salvação completa e gratuita até mesmo para o pior pecador. "Eis agora o tempo sobremodo oportuno, eis agora o dia da salvação" (2ª Coríntios 6.2).
Jesus, o Filho de Deus, morreu na cruz do Calvário para salvar você deste terrível castigo. Aproveite o presente de Deus! Receba a Cristo. Confie nEle. Por fé na Pessoa e na obra do Salvador se alcança a plena salvação. Considere-O seu Substituto, sofrendo e morrendo em lugar dos pecadores, em seu lugar. O Seu precioso sangue é a solução para reparar as ofensas que você tem feito a Deus. Receba-O e não só se livrará da "ira vindoura", mas será um com o Redentor. O Espírito Santo viverá em você e o livrará do poder e do domínio do pecado.

Em Las Buenas Nuevas

A “prima gospel” de “mãe” Dinah


O programa de Gugu Liberato batia os recordes de audiência do dia, enquanto mãe Dinah narrava: “Vi os Mamonas Assassinas na TV e estavam envolvidos numa fumaça negra. Daí, vi um avião sobrevoando a cabeça dos cinco. Quando morreram, já estava sofrendo por antecipação. Sabia que seria desastre aéreo.”
Uma semana depois da tragédia, a matéria A esperta dama da futurologia, na revista Veja, iria desmascarar a bruxa. Sua previsão para os Mamonas publicada pela imprensa no final de 1995, era de que o grupo sobreviveria a um acidente.
Veja trouxe também um cardápio das profecias em que a vidente chutou para fora. Em 1984, começaria a Terceira Guerra Mundial. Em l989, Jânio Quadros seria o presidente do Brasil. Em 1990, ano da posse do presidente Fernando Collor, mãe Dinah diz que ele faria um excelente governo. Em 1994, assegurou que o Brasil seria derrotado na Copa do Mundo de Futebol. Aquele também seria um ano ainda melhor que 1993 para Ayrton Senna. O piloto morreu depois de duas corridas sem vitórias.
Depois de contabilizar os chutes certos de mãe Dinah, a matéria chega ao placar final de 6 X 5 com vitória dos erros sobre os acertos. A média é baixa. Qualquer coisa que você ou eu dissermos tem 50% de chances de acontecer - ou não.
TIA DINORAH - Mãe Dinah tem uma prima pobre entre os evangélicos. Seu nome é tia Dinorah. Bem menos badalada que a prima canonizada por Gugu Liberato, Dinorah tem a seu favor dois fortíssimos elementos sobrenaturais. Um, fala em nome de Deus. Dois, é onipresente e unissex. você a (o) encontra em qualquer igreja ou atuando como autônomas (os). De resto, as primas são iguais. Prevêem o futuro sem pôr cartas sobre a mesa, erram e acertam profecias, manipulam pessoas, exploram medos e fraquezas.
Quando era jovem, famoso e boa pinta, a onipresente tia Dinorah profetizou que me casaria com moças de várias igrejas que visitei. Se todas as profecias tivessem se cumprido, teria um harém de fazer inveja a Salomão.
Mas por que tanta gente dentro e fora das igrejas ainda embarca nessa?
Segundo a revista Veja, a credibilidade dessa gente cresce nas ocasiões em que o charlatanismo profissional se associa à ignorância intencional. Ou seja, gostamos de ser enganados, especialmente quando profetizam aquilo que queremos ouvir.
VERDADEIRO X FALSO – Embora ainda existam verdadeiros profetas, o número de enganadores e picaretas da fé é grande. Daí a necessidade de manter antena ligada para não se deixar enganar. Como?
Primeiro: em geral, estas profetadas são vagas e evasivas. “Vai morrer um político, um artista e um esportista famoso.” “O senhor está me mostrando que você vai fazer uma viagem (sem dizer para onde, nem quando).” Ora, frases de duplo sentido, como “deve fazer sol, mas pode ser que chova”, não têm como errar...
Segundo: quando ouvir uma profecia, peça mais informações. Onde, quando, como, com quem? Pergunte se está falando como homem ou em nome de Deus. Se ele garantir que a mensagem é divina, anote-a em sua agenda.
Outra dica: caso a profecia não se cumpra, cobre. Se disser que é culpa sua, que não teve fé ou está em pecado, não aceite. Profetizou e não aconteceu, é falso profeta mesmo.
Procure também conferir se tudo que foi profetizado bate com o que está escrito na Bíblia. Deus jamais contradiz sua Palavra escrita.
Por último, lembre que existem outras maneiras de Deus se comunicar conosco. A palavra que você procura pode vir através da Bíblia, de uma pregação ou conselhos de um irmão. Ele também fala no silêncio, através da natureza e até das circunstâncias. Para que serve uma profecia então? A verdadeira profecia é um meio de o Espírito Santo nos exortar, edificar e consolar (1Cor.14:1 a 3). O que passar disto tem cheiro de profetada.

Alex Dias Ribeiro é diretor-executivo nacional dos Atletas de Cristo.

CALVINISMO X ARMINIANISMO


CONTRATES NO CONTEÚDO DO EVANGELHO SEGUNDO A VISÃO ARMINIANA (Centrada no Homem) E CALVINISTA (Centrada em Deus)

VISÃO DE DEUS

ARMINIANA
1 – O ponto de contato com o incrédulo é o amor – a autoridade de Deus é secundária.
2 – Amor é o principal atributo.
3 – Deus é impotente diante da vontade do pecador.
4 – As Pessoas da Trindade, tem diferentes objetivos em realizar e aplicar a salvação.
5 – Deus é um amigo que quer ajudar você!
CALVINISTA
1 – O ponto de contato com o incrédulo é criação – Deus tem autoridade sobre o destino deles.
2 – Santidade e amor são igualmente importantes.
3 – Deus é Quem capacita o pecador a querer.
4 – As Pessoas da Trindade trabalham harmoniosamente – a Salvação está realizada é aplicada a um povo.
5 – Deus é um Rei que salva você!

VISÃO A RESPEITO DO HOMEM

ARMINIANA
1 – Caído, mas ainda tem habilidade de voltar-se para Deus.
2 – Busca a verdade, mas está mal informado.
3 – Precisa de amor, ajuda e amizade.
4 – Comete erros, é imperfeito, necessita de perdão.
5 – Precisa de salvação, das conseqüências do pecado (infelicidade, inferno).
6 – A humanidade está doente e ignorante.
CALVINISTA
1 – Caído, e não pode voltar-se para Deus por sua própria vontade.
2 – A mente é inimiga de Deus, não busca a Deus.
3 – Precisa de uma nova natureza (mente, coração e vontade), regeneração.
3 – É rebelde contra Deus, tem uma natureza pecaminosa, necessita de reconciliação.
5 – Necessita de salvação da culpa e do poder do pecado e do Inferno.
6 – A humanidade está morta e perdida.

VISÃO DE CRISTO

ARMINIANA
1 – Salvador do egoísmo, erros, inferno.
2 – Ele se manifestou para nosso benefício.
3 – Sua morte é mais importante que Sua vida.
4 – Enfatiza o seu ofício sacerdotal de Salvador.
5 – Uma atitude de submissão a Cristo como Senhor é opcional e secundário.
CALVINISTA
1 – Salvador do pecado e da natureza pecaminosa.
2 – Ele se manifestou para cumprir a vontade do Pai, reunir os filhos dispersos e receber honra e glória.
3 – Sua morte e vida de obediência são igualmente importantes.
4 – Enfatiza os seus ofícios de Profeta, Sacerdote e Rei.
4 – Uma atitude de submissão a Cristo como Senhor é componente integrante da fé salvadora.

VISÃO SOBRE DECISÃO

ARMINIANA
1 – Resposta imediata e mecânica (levantar a mão e ir à frente) garante a salvação.
2 – A escolha do homem é a base para a salvação – Deus responde a nossa decisão.
3 – O homem dá seu assentimento à verdade do Evangelho – Decisão.
4 – Apelo é feito aos desejos do pecador.
5 – Salvação é pela fé somente – arrependimento é omitido como exigência sine qua non (condição sem a qual não se fará certa coisa) por ser con-siderado “Obras”.
6 – Segurança da salvação vem através de um conselheiro usando as promessas de Deus e afirmando ao novo crente que ele está salvo.
7 – O pecador tem a chave em suas mãos.
CALVINISTA
1 – O homem deve clamar a Deus por misericórdia e buscar a salvação.
2 – A escolha de Deus é a base da salvação, o homem responde por iniciativa de Deus.
3 – O homem responde com todo seu ser (mente, coração, vontade) – Conversão.
4 – Verdades são dirigidas a consciência do pecador.
5 – Salvação pela fé somente – Fé salvadora sempre é acompanhado por arrependimento.
6 – Segurança da salvação vem através do Espírito Santo que aplica as promessas à consciência e opera uma efetiva mudança de vida.
7 – Deus Tem a chave em sua mão.

Rev. Josafá Vascocelos

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Bambu-Chinês - Uma Lição de Vida


Depois que a semente do bambú chinês é plantada, não se vê nada, absolutamente nada, durante cinco anos. Todo o crescimento deste incrível arbusto é subterrâneo, invisível ao olho nú. Todavia, uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra, vai sendo construída pouco a pouco. Ao final de cinco anos de “gestação invisível” debaixo do solo, os brotos do bambú chinês finalmente aparecem na superfície e, em poucos dias, crescem para se tornarem os mais altos, fortes e resistentes bambús que a natureza já produziu.
Um escritor americano escreveu: “Muitas coisas na vida pessoal, profissional e espiritual são como o bambú chinês — você trabalha, investe tempo e esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento e, as vezes, não vê nenhum resultado por semanas, meses ou até anos. Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo as sementes dos seus sonhos com perseverança e dedicação, o seu 5º ano chegará; e com ele virão prosperidade e mudanças que você jamais poderia imaginar”.
O bambú chinês nos ensina que não devemos desistir de nossos projetos, de nossos sonhos, dos ideais que colocamos diante de Deus em oração. Devemos nos lembrar do bambú chinês para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que, porventura, venham a surgir em nossa caminhada.
Tenha sempre três atitudes fundamentais diante da vida: persistência, paciência e confiança no Senhor. Este é o caminho para alcançar os seus sonhos. Como o bambú chinês, é preciso muita fibra (firmeza de caráter) para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade (humildade e dependência de Deus) para se curvar ao chão sem se quebrar.
O justo florecerá como a palmeira; crescerá como o cedro do Líbano. Os que confiam no Senhor florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e florescentes; para anunciarem que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha, e Nele não há injustiça (Salmo 92: 12-15).

CRONOLOGIA BÍBLICA


INTRODUÇÃO
Todo cronologia antiga é imprecisa. Existem variações até de 100 anos, para mais ou para menos, que produzem a revisão de datas importantes, como as pesquisas arqueológicas (escavações) em andamento.
A contagem do calendário é feita levando-se em conta a data provável do nascimento de Jesus Cristo como centro da História, o marco zero. Observe a linha de tempo abaixo:
==================================================================
4004 1996 1800 0 5 33 97 1000 2000
-------------------------I-------------------------------------
O Antes de Cristo Depois de Cristo

A contagem é regressiva A Contagem é progressiva
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33 d. C. – Morte de Jesus – 4004 a. c. – Adão e Eva (Gn.1:5)
1996 a. C. – Nascimento de Abraão (Gn.6:12)
1800 a.C. – Nascimento de José (Gn.30:24)
97 d. C. – Morte de Paulo.
As datas eram contadas tomando-se por base eventos importantes. Havia preocupação em registrar fatos. Ex.: no ano em que morreu o rei Uzias (Is.6:1).
Foi um arcebispo anglicano (Igreja oficial da Inglaterra) de nome Ursher, que calculou as datas e laborou a chamada “cronologia aceita”.

1 – CONTAGEM DOS SÉCULOS
Século I – anos de 1 a 100; século II – anos de 101 a 200...; século XX – anos de 1901 a 2000; século XXI – anos de 2001 a 2100.
Nosso calendário atual é chamado de Gregoriano (reformado pelo Papa Gregário XIII). Fala-se de um erro de aproximadamente 5 anos quanto ao ano 1 d.C. (Já estaríamos em 2005 d.C.?). A Bíblia não é um tratado de História ou Geografia. Ela é a revelação de Deus ao homem para que este possa ir a Ele.

2 – O TEMPO E SUA DIVISÕES
A) O DIA:
Antigo Testamento:
O dia é registrado assim: Três períodos – manhã (6h às 10h), calor do dia (10h às 14h) e frescor do dia (14h às 18h).
A noite era dividida em três vigílias de 4 horas cada – primeira (18h às 22h), média (22h às 2h), manhã (2h às 6h). Referências bíblicas: Lm.2:19; Jz.7:19; Êx.14:24.
Novo Testamento:
As noites são divididas em quatro vigílias de 3 horas (como os romanos); 1a vigília – tarde (18h às21h); 2a vigília – meia noite (21às 24h); 3a vigília – cantar do galo (24h às 3 h); 4a vigília – manhã (3h às 6h). Referências Bíblicas: Mc.6:48; Mc.13:35; Lc.12:38.
Obs.: A divisão sexagesimal, dividindo a hora em 60 minutos e o minuto em 60 segundos vem dos sumérios; não era seguida pelos israelitas.

INFORMAÇÕES INTERESSANTES:
>>> Os judeus não comiam antes da hora terceira (9h) – At.2:15
>>> Horas reservadas à oração: terceira (9h), Sexta (12h), nona (15h) – At.3:1 e 10:3,9.
>>> O dia civil é contado pelos judeus, até hoje, de um pôr do sol a outro – lv.23:32.

B) A SEMANA
Semana quer dizer “sete” em hebraico. Os dias não eram registrados por nomes, exceto o 6o dia – Parasceve (Lc.23:54) – e o sétimo – Sábado (Shabbath = descanso).

C) OS MESES
Eram lunares e tinham 29 ou 30 dias , alternadamente para harmonizar. Para harmoni-zar com o sistema solar; a cada três anos, intercalava-se um mês adicional Ve-adar = segundo Adar).
Os meses eram designados por números, menos o 1o , que se chamava Abibe (Êx.12:2 e 13:4). Após o cativeiro, todos os meses passaram a Ter nomes de origem babilônica e/ou ca-nanéia.

D) OS ANOS
Tinham doze meses de 29 ou 30 dias, perfazendo um total de 354 dias. Os judeus tinham uma contagem diferente para o ano sagrado e o civil.
O ano sagrado começava no mês de Abibe – correspondendo ao fim de março ou o princí-pio de abril, na lua cheia, após o equinócio da primavera.
O início do ano civil era comemorado com a Festa das Trombetas (Lv.23:24,25), no 7o mês do ano sagrado – Tisri ou Etamim.
Havia ainda o ano Sabático a cada 7 anos para o descanso do solo (Lv.25:34) e o Ano do Jubileu a cada 49 anos para libertação humana em geral (Lv.25:8-13).

MÊS NOME APROXIMAÇÃO ATUAL
1º Abibe ou Nisã Abril
2º Zife ou Liar Maio
3º Sivã Junho
4º Tamuz Julho
5º Abe Agosto
6º Elul Setembro
7º Etamim ou Tisri Outubro
8º Bul ou Marquesã Novembro
9º Quisleu Dezembro
10º Tebete Janeiro
11º Sebate Fevereiro
12º Adar Março

Extraído da SAF EM REVISTA ano 46 0utubro/Novembro/ Dezembro 2000 – pagns.12,13 (caderno especial)